
Podemos fazer uma analogia entre o psicopata humano e uma empresa completamente auto-interessada. Enquanto apenas poucos de nós podem ter sido vítimas de uma pessoa psicopata, todos interagimos regularmente com empresas e marcas com esse caráter. De fato, nos tornamos tão acostumados com um serviço não-empático, que sequer consideramos isso anormal.
Como os padrões melhoram ao longo do tempo, essas empresas se tornarão raras, ameaçadas de extinção e então finalmente extintas. Desrespeite os interesses dos clientes e rapidamente eles não voltarão. Nem você será capaz de confiar neles quando precisar fazer uma transição.
Caso em questão: a Aol, que já teve cerca de $5 bilhões em receita anual, um valor de mercado de $222 bilhões e mais de 30 milhões em assinantes pagos. No entanto, na última década, ela se tornou um negócio em declínio, e hoje tem um valor de mercado de apenas $1.5 bilhão. Essa queda foi quase certamente acelerado pelo comportamento de auto-interesse. Em contrapartida, considere como uma empresa confiável poderia ter se saído, quando confrontada com uma ameaça existencial. A Apple, por exemplo, não teve problemas em transformar seu negócio em varejo de música, interatividade e até em telefones móveis. A Amazon.com, hoje, inclui todos os tipos de categorias de varejo, assim como uma considerável gama de serviços empresariais. É duvidoso que essas empresas pudessem ter feito tais transições sem ter conquistado a confiança dos clientes.
Atualmente, os clientes têm prazer em expor e punir as ações não-empáticas de empresas psicopatas no universo e-social. De acordo com John R. Patterson e Chip R. Bell, em “Wired and Dangerous: How Customers Have Changed and What to Do About It”, mais de 60% daqueles que leram on-line sobre uma experiência ruim de serviço param ou evitam fazer negócios com a empresa. O “Customer Experience Report: North America 2010”, conduzido pela Harris Interactive, mostra que 79% dos clientes que tiveram experiência negativa a contaram a outras pessoas e 66% quis desaconselhar que outros fizessem negócios com a marca psicopata. Cerca de 76% indicaram que o boca-a-boca influenciou suas decisões de compra.
No mundo e-social, as empresas deverão agir em relação aos clientes do mesmo modo que as pessoas agem com as outras. Com empatia.
Don Peppers e Martha Rogers, Ph.D, sócio-fundadores do Peppers & Rogers Group.