A grande sacada da crise

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Se depender dos presságios, que estão em toda a parte com uma forte carga negativa: Será o fim do mundo? O fim dos tempos? O fim das empresas? O fim das carreiras dos profissionais. Nada disto. É certo que o macro desenho desta crise é inédito, atingindo as bases econômicas de todos os países que, pela globalização e interligação dos mercados, provocam um desalinhamento estrutural em cadeia.

E, então, o que fazer? A primeira coisa é entender que haverá, sim, uma restrição no desenvolvimento e que os mercados poderão sofrer retrações. Ao mesmo tempo, perceber que, com a crise, a grande sacada é buscar novas oportunidades que poderão ser incorporadas ao negócio, passando por uma revisão clara das estratégias de marketing. E estamos presenciando estas atitudes em muitas empresas.

Por onde começar? Os estrategistas defendem a tese da necessidade de revisar procedimentos e estruturas internas. Há de se otimizar tudo, utilizar-se dos recursos da melhor maneira possível e reduzir gorduras. Por outro lado, essa otimização significará considerar, em primeiríssimo lugar, os atuais clientes. É isto mesmo: manter os clientes,prestigiá-los ao máximo e reconhecer que eles são a essência da manutenção do negócio, a parte principal deste movimento estratégico de marketing.

Além do custo menor para programas de fidelização, provavelmente, as empresas terão menos recursos para investir em novos projetos e plataformas de aliciamento de novos clientes. Mas o Brasil, pelo consumo interno, tem ainda muito a absorver do mercado. Mesmo com problemas à vista, o País e as empresas têm muita criatividade e desejo de acertar e atender, em cheio, às expectativas e desejos dos clientes. E, assim, deixar para trás aqueles maus presságios, apostando no risco e no sucesso.