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De onde vem a inteligência de negócios?

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O título parece mero jogo de palavras, mas creio que merece reflexão: de onde vem (ou deveria vir) o esforço de inteligência de negócios? Por análise do próprio nome, fica claro que só há duas possibilidades: da inteligência – e dessa todos somos dotados – ou do negócio.  Ficamos, pois, com a origem cravada no cerne do negócio. Convido-o a caminharmos juntos por um pequeno raciocínio de gestão.

Todo negócio que se preze deve ter uma estratégia. É esse conjunto de decisões, em geral dos empreendedores ou da administração, que direcionará a maneira como a empresa se posiciona no mercado, como compete, sua proposição de valor. É a estratégia que coordenará os esforços de sobrevivência da empresa e, em última instância, lhe dará ou não condições de sucesso.

A forma de implantar a estratégia empresarial define também sua rede de atividades, sua efetiva forma de funcionar. Ao analisar a rede de atividades de uma empresa qualquer, deveríamos entender a essência de sua estratégia, ao menos se esta última é clara e diferenciadora.

Com o presente estágio das tecnologias de informação e comunicação, podemos inclusive afirmar que a maior parte das atividades da empresa, se minimamente organizada, está registrada em sistemas informatizados, os quais chamamos também de sistemas transacionais. Em resumo, temos o seguinte quadro: empresa -> estratégia -> rede de atividades -> sistemas transacionais.

Muito bem, chegamos ao ponto. É aqui que se inicia a Inteligência de Negócios. A partir dos registros sistêmicos transacionais, começamos a integrar seguidas camadas, como se fossem uma cebola.
A camada mais interior é de integração e tratamento de dados. Ela se encarregará de organizar os dados de várias origens, limpá-los, consisti-los, organizá-los de uma maneira própria para a extração organizada de informação.

Na sequência, e sempre com base nos resultados da camada anterior, temos a própria camada de informação. Ela cuida de apresentar sumários inteligíveis dos dados, nos formatos mais diferentes para atender aos diversos perfis de consumo de informação nas companhias. Relatórios, painéis de controle, indicadores de desempenho e cubos são instrumentos comumente encontrados.

Passamos à camada de conhecimento. Aqui se buscam entender, com profundidade, a forma como toda a cadeia de valor percebe e se manifesta sobre a estratégia da empresa. Através de ferramentas, técnicas e metodologias de análise, particularmente estatísticas, as empresas buscarão conhecer, descobrir e confirmar o conhecimento sobre o seu próprio negócio e sobre o mercado.

Finalmente, a camada de ação. Aqui a Inteligência de Negócios retroalimenta a rede de atividades, alterando-a de maneira virtuosa se todas as camadas foram devidamente executadas. Trata-se, portanto, de integrar transparentemente as conclusões que se tiraram em instrumentos acionáveis, concretos, geradores de valor.

Note que, bem mais que parafernália tecnológica, a Inteligência de Negócios responde a questões essenciais: nossa rede de atividades é correta?  Onde estão nossas vantagens estratégicas? Nossa execução é competitiva?

Ao propor todo esse raciocínio, compartilho meu receio com os projetos de Inteligência de Negócios que não tem clareza de origem. São instrumentos de navegação numa nau sem rumo! Se não são motivados pelas perguntas estratégicas corretas, são só retórica e gasto desnecessário. Não se deixe enganar! Mãos à obra!Leonardo Vieiralves Azevedo é presidente da WG Systems, tecnologia para tomada de decisão
E-mail: [email protected]

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