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O chamado da solidariedade Ou quando o social vira um bom negócio

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A Contax, entre outros programas assistenciais, reserva vagas para jovens carentes, atrás do primeiro emprego, ação que se repete na maioria das empresas do setor. A Softway, em meio a várias iniciativas, ficou conhecida, também, pelas visitas de apoio aos pacientes do Instituto do Câncer. A Dedic, preocupada com o meio ambiente, desenvolve programas de reciclagem de papéis que mobilizam todos os escalões da empresa, além de apoiar três instituições que prestam assistência a comunidades carentes. Na Adedo e na Sitel, responsabilidade social começa em casa, pela valorização do capital humano. A Adedo costuma visitar os colaboradores, a fim de avaliar as necessidades deles e implantar programas assistenciais capazes de melhorar a qualidade de vida do grupo familiar inteiro. A Sitel incentiva os operadores a adotarem estilo de vida saudável. Não importa de que modo, sem qualquer tipo de incentivo dos poderes públicos, a verdade é que as empresas especializadas na terceirização de serviços de call center estão assumindo, muitas vezes sem fazer alarde, a parte que lhes cabe na construção de uma sociedade mais justa. Na falta de estatísticas, não há como contabilizar o investimento. Mas a pesquisa realizada pela Cliente S.A. mostra que, as oito maiores, por faturamento, segundo o ranking Call Center Inf. – Atento, Contax, Dedic, Telefutura, Softway, TMKT, TMS, Work e Teletech – aplicam, em média, cinco por cento da receita líquida em projetos assistenciais. São as centrais de atendimento respondendo, com certeza, ao mais importante das chamadas – a da solidariedade

DEDIC
O esforço pela inclusão social


Na Dedic, a terceira maior empresa de call center em operação no País, com faturamento de R$ 178 milhões em 2004, de acordo com o ranking Call Center Inf., as ações sociais foram deflagradas somente em 2003, mas já vão longe, em termos de resultados, beneficiando os colaboradores e as comunidades das cidades onde está instalada: Campinas (SP), Vitória (ES), Londrina (PR) e Campo Grande (MS). Uma delas se enquadra no Programa Dedic Voluntariado, pelo qual a empresa incentiva os mais de 12 mil colaboradores a se engajarem em projetos desenvolvidos por instituições em apoio a comunidades carentes.

Mas a operadora, por conta própria, mantém o Projeto de Inclusão Social, pelo qual dá assistência a várias instituições, basicamente abrindo vagas para jovens carentes que estão chegando ao mercado de trabalho. O primeiro a receber esse tipo apoio foi o Instituto Ayrton Senna, experiência, que, segundo o presidente da operadora, Miguel Cui, foi tão gratificante que animou a empresa a estender a ajuda a dois outros projetos: a Casa do Zezinho e o Instituto Habilitare. O trabalho envolvendo a realização de cursos e treinamentos, já beneficiou 106 jovens, que hoje trabalham como operadores.

O conceito de responsabilidade social, na operadora, não pára por aí. Preocupada com a preservação do meio ambienta, a Dedic desenvolve uma ampla e permanente campanha de conscientização dos colaboradores, quanto à necessidade de reciclar materiais que, quando simplesmente atirados nas lixeiras, viram agentes de poluição. Nos prédios de São Paulo, a empresa instalou diversos cestos coletores e instrumentos para amassar embalagens de alumínio, que, assim como outros materiais recicláveis, são encaminhados a ONGs (Organizações Não-Governamentais), que os vendem a fim de gerar recursos para investir em projetos assistenciais, ou a associações de catadores, que reúnem pessoas de baixa renda.

Outras ações – A Dedic apóia, ainda, o Programa Pró-Queimados, pelo qual oferece à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e à ONG Pró-Queimados serviços gratuitos de atendimento telefônico. Na empresa de call center, vários operadores são treinados para orientar as pessoas que ligam sobre como ministrar os primeiros socorros a vítimas de queimaduras.

Mas há, também, as ações sazonais, todas realizadas com a participação direta dos operadores. Nas datas especiais, em particular, por ocasião das festas de fim de ano, eles saem à cata de doações, em dinheiro, alimentos, roupas, calçados e brinquedos, destinados a famílias necessitadas assistidas por instituições que operam nas cidades onde a Dedic tem instalações.

O conceito de responsabilidade social, na Dedic, se aplica, finalmente, à relação com os empregados, mediante programas de capacitação. Em um ano, a empresa treinou 9.500 colaboradores, que, divididos em grupos de 20 pessoas freqüentaram mais de sete mil horas de aula – cerca de 46 horas de treinamento por colaborador.

Dos recursos investidos por ano pela Dedic, segundo Miguel, metade é despendida em tecnologia e metade em projetos de valorização dos recursos humanos. “Nós acreditamos que, internamente, a melhor maneira de exercer nosso papel social é dar ao operador a possibilidade de crescer na profissão. E isso somente se pode fazer mediante cursos de capacitação”, defende o executivo.

CONTAX
A chance do primeiro emprego


Segunda maior empresa brasileira de call center, com faturamento, de R$ 709 milhões no ano passado, desde 2001, um ano depois de criada, a Contax desenvolve uma série de projetos sociais. Com unidades em quase todos os Estados cobertos pela co-irmã Telemar: Fortaleza, Recife, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Nova Lima, Rio de Janeiro, Niterói, Porto Alegre e São Paulo. Isso faz dela, entre as centrais de atendimento, aquela na qual as ações assistenciais chegam mais longe, de Norte a Sul.

Em apoio a entidades filantrópicas, com a adesão dos funcionários, participa de vários programas relativos a capacitação profissional e, ainda, de movimentos de arrecadação de alimentos, brinquedos e roupas, para distribuição a famílias pobres.

Mas o carro-chefe dos programas assistenciais, desenvolvido em parceria com o Instituto Telemar, do grupo ao qual está ligada, é o que se refere à habilitação de pessoas para o mercado de trabalho.

Com a participação do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), o mais importante é o Programa Primeiro Emprego. Hoje, 17% das 40 mil pessoas que trabalham na Contax foram formadas nesse sistema.

A tática é contratar jovens sem qualquer experiência e treiná-los conforme as habilidades que apresentem. Em 2004, a empresa investiu R$ 18 milhões em cursos, o que equivale a 8% da receita líquida no exercício, da ordem de R$ 788,3 milhões. E promete despender a mesma quantia em 2005. No total, foram ministradas mais de 2,5 milhões de horas de treinamento. “O resultado de ações desse tipo é simplesmente excelente e supergratificante”, avalia o diretor da área de Recursos Humanos, Humberto Bortoletto.

Ainda no ano passado, o programa que incentiva à doação de brinquedos e agasalhos, a orfanatos e asilos, com a participação direta dos empregados, arrecadou e distribuiu 94 mil itens entre brinquedos e roupas. Em parceria com o movimento “Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida”, lançado em 1993, pelo sociólogo Herbert de Sousa, o “Betinho”, doou a famílias pobres 275 toneladas de alimentos, mais que o dobro da quantidade obtida no ano anterior, calcula o executivo.

REDLINE
Emprego. Uma questão de dignidade


Trabalho e cidadania, na RedLine, são sinônimos perfeitos e, segundo o diretor- executivo, Ivan Gimenez, têm da empresa apoio irrestrito, desde 2000. Naquele ano, quando a operadora lançou o Programa Jovem Cidadão, que garante a dezenas de moços, em especial da região de São Bernardo do Campo, onde a empresa está localizada, a oportunidade do primeiro emprego.

O esforço, que se desenvolve em cooperação com o governo do Estado de São Paulo, empresas do setor privado e ONGs, a partir de estágios remunerados, já abriu espaço no mercado de trabalho para dezenas de jovens recém-formados pelas escolas da rede pública estadual.

Mas na luta pela garantia do emprego para jovens, a operadora de call center também trabalha em dobradinha com o Círculo dos Amigos Menores Patrulheiros (Camp) de São Bernardo do Campo, instituição filantrópica que, desde 1972, prepara para a vida profissional menores de 18 anos, na maioria, adolescentes de baixa renda.

Atualmente, a RedLine conta 583 colaboradores. Dos 154 que experimentam o primeiro emprego, cerca de metade vem desses projetos. A preocupação da empresa com o trabalho – caminho para a dignidade e a cidadania – não pára por aí. “Não basta oferecer vagas. É preciso manter esses profissionais atualizados, mediante monitoração constante e cursos de reciclagem. E é isso que fazemos. A carga horária varia conforme o grau de complexidade do produto ou serviço que cabe ao operador promover”, explica Ivan.

O diretor-executivo da RedLine sabe da importância da ação que a operadora desenvolve. Mas, ciente do muito que ainda resta por fazer, defende que o governo federal adote modelos inovadores de gestão, de modo a garantir recursos para aplicação em programas e projetos sociais em parceria com as empresas.

“Essas parcerias podem ser firmadas com instituições e fundações, e não por intermédio de financiamentos ou doações a fundo perdido”, sugere Ivan.

SOFTWAY
Solidariedade desde o começo


Seguramente, na indústria dos serviços de call center, a Softway, com unidades em São Paulo, Jundiaí e Florianópolis, é uma das pioneiras quando se trata de programas sociais. Lá, eles começaram em 1998, quando a empresa já fazia campanha do agasalho, para atender a instituições carentes, além de monitorar grupos de visitas ao Hospital do Câncer, lembra-se, com visível satisfação, o presidente Alessandro Goulart.

Sete anos depois, as ações se multiplicaram. Algumas delas estão previstas no Projeto Horizontes, um dos mais antigos, pelo qual a empresa recruta e seleciona, nas comunidades carentes, para fins de admissão como operadores, jovens em busca do primeiro emprego, mas, igualmente, homens e mulheres que querem voltar ao mercado. Mas o Projeto Horizontes é pioneiro em outra coisa: quando pouco se falava em empregar pessoas com problemas de ordem física, o ele já fazia isso, somando às ações da Softway uma enorme carga de generosidade. “A empresa investe, em média, por ano, 1% da receita líquida em projetos de caráter assistencial a comunidades carentes. Mas somente os programas de capacitação profissional levam outros 3%”, contabiliza o presidente.

As ações, entretanto, não param por aí. O Projeto Centro de Ensino Universitário, por exemplo, desenvolvido em parceria com as universidades Anhembi Morumbi e a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), oferece aos colaboradores a oportunidade de cursarem o ensino superior nas dependências da empresa, com ajuda de custo por ela garantida. Os cursos, com duração de dois anos, formam os operadores em marketing e vendas, dando a eles a oportunidade de melhorarem o desempenho no atendimento e ascenderem profissionalmente.

Arte, lazer e saúde – Quatro outros projetos estendem a ação social da Softway às áreas de arte, cultura, lazer e saúde. O Prêmio Arte & Cultura, segundo Alessandro, premia os melhores talentos da empresa em artes plásticas, música, teatro, literatura e dança, incentivando a criatividade. A Turma do Riso, que segundo Alessandro já se tornou popular, é um grupo teatral formado por funcionários da empresa, que, na condição de voluntários, visitam insti- tuições carentes e de abrigo para idosos, levando-lhes peças que estimulam ao riso.

As ações desenvolvidas dentro do Projeto Natal Solidário Softway, que arrecada alimentos e brinquedos, doados a famílias pobres, se complementam pelas atividades do Coral Softway, que também se apresenta em outras datas especiais. Finalmente, o Projeto Gestação Consciente dá às futuras mamães toda a orientação de que elas precisam, desde os cuidados da própria saúde até informações sobre a importância do aleitamento e como cuidar do bebê, em geral.

A Softway apóia, ainda, projetos das ONGs que se encaixam na filosofia da empresa, tais como o Instituto Habilitare, Fundação Educativa Junior Achievement, Instituto Guga Kuerten, CDI (Comitê de Democratização da Informática), Ceafis (Centro de Apoio a Formação Integral do Ser) e GIS (Grupo de Inclusão Social).

TELEFUTURA
Alfabetização é o maior desafio

A Telefutura, tanto quanto a Softway, freqüenta a lista das empresas de call center pioneiras em projetos de responsabilidade social, nos quais, somente no ano passado, investiu 1% da receita líquida. A quinta maior operadora de call center, segundo o ranking Call Center Inf., com faturamento de R$ 140 milhões em 2004, começou por onde quase todos começam: com ações sazonais, recolhendo e distribuindo alimentos, roupas e calçados nas comunidades carentes, em particular em ocasiões especiais – Natal, Páscoa e Dia das Crianças e volta às aulas.

“Mas logo a empresa entendeu que, sem prejuízo dessas iniciativas assistenciais, era preciso tomar atitude na área que considera fundamental no projeto de construção de uma sociedade igualitária: a educação”, conta o presidente Luiz Mattar. Assim, a Telefutura passou a apoiar o Programa de Alfabetização Solidária, que, em escala nacional, atende a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever. A operadora de call center colocou as quatro unidades de atendimento, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, à disposição do programa, para fins de oriendo tação a pessoas interessadas em se beneficiar dele ou participar, na condição de voluntárias.

O mesmo apoio ela dá à campanha Adote Um Aluno, pela qual pessoas, empresas e instituições podem ajudar crianças e adolescentes a garantir acesso à educação e à Fundação Gol de Letra, de assistência a meninos carentes, e desenvolve programas destinados a ajudar moços e moças estreantes no mercado de trabalho.

Atualmente, dos seis mil empregados, 558 estão no primeiro emprego, número que, segundo Luiz, deve saltar para mil, em 2005.

No esforço para capacitar, sobretudo os jovens de família, a Telefutura mantém 33 módulos de treinamento estruturados, desenvolvidos e aplicados com recursos próprios, na formação de operadores e líderes. O programa, no qual a empresa despendeu, em 2004, 1,3% da receita líquida, contempla temas como qualidade no atendimento, técnicas de vendas e atendimento, verbalização e redação, empatia e postura, relacionamento interpessoal, liderança, gestão de pessoas, gestão da qualidade, e gestão desempenho. No ano passado, a empresa treinou 2.556 pessoas – 47% do contingente de mão-de-obra empregada -, num total de 1.046 horas. Em 2005, planeja investir R$ 3,2 milhões.

TELETECH
A solidária conexão com o futuro


Na oitava maior empresa de call center, de acordo com o ranking Call Center Inf., os projetos sociais, lançados em 1998, já fazem parte da história da multinacional, presente em 30 países. Aqui, especificamente na cidade de São Paulo, onde funciona a subsidiária brasileira, o mais importante deles, implantado em 2001, é o Conexão com o Futuro, pelo qual a empresa dá a jovens carentes a oportunidade do primeiro emprego, na condição de operador. O sucesso foi tamanho que, sob a forma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Conexão com o futuro), acabou se tornando independente, sem perder, porém, o apoio da operadora.

“Nossa proposta sempre foi a de criar um projeto de responsabilidade social que fosse relevante para a sociedade, com ações capazes de promover a inclusão de jovens e adultos no mercado de trabalho formal como fim”, conta Marcelo Ribeiro, presidente da TeleTech para a América Latina.

O executivo considera que, nesse contexto, a criação da Oscip acrescenta muito às ações. Agora, por meio desse modelo, a entidade assume o papel de elo de ligação entre as entidades de cunho social e educacional – as chamadas entidades-fonte – e as empresas socialmente responsáveis e aptas a fornecer oportunidades de trabalho formal, as empresasdestino.

Greve contra o desemprego – O presidente da TeleTech, que considera “alarmantes” os índices de desemprego no País, teme pelo futuro dos jovens. “Fora da escola e sem qualificação adequada, os mais carentes, em especial, não conseguem se desenvolver profissionalmente e, muito menos, crescer, de modo a se manter no mercado de trabalho”, analisa o executivo, explicando a razão de a TeleTech valorizar tanto o trabalho da Oscip.

A iniciativa da entidade não se encerra, porém, em si mesma. No momento ela procura empresas interessadas em dividir com a TeleTech o papel de mantenedoras. “Nossa meta é conseguir a adesão de pelo menos cinco empresas, a fim de garantir a continuidade e crescimento do projeto”, diz o presidente da operadora de call center.

No projeto Conexão com o futuro, a primeira turma veio da Associação Meninos do Morumbi, a ONG que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida de jovens carentes da Grande São Paulo. Juntamente com a TeleTech ela formatou o projeto que, mais tarde, resultaria numa ação bem-sucedida. Durante um mês, os moços foram treinados, pela própria TeleTech, para trabalharem como operadores, no atendimento a consumidores. Aprovados, eles passaram, então, por um processo de seleção final, antes de serem encaminhados às posições de trabalho.

O sucesso do projeto estimulou a TeleTech a ampliar o número de vagas para jovens em fase de inserção no mercado de trabalho. Isso foi feito por conta de parceria com a Associação Fênix – ONG que trabalha pela melhoria da qualidade de ensino da escola pública Antônio Alves Cruz, em São Paulo.

WORK
Ações sociais nas diversas áreas


Na luta pela inclusão social e contra as desigualdades sociais, o argumento da Work é poderoso. Uma das primeiras colaboradoras da empresa, quando ela aqui chegou, em 1997, era cega. Mas o apoio a pessoas que precisam de ajuda, segundo a gerente de marketing, Gláucia Gonçalves, vai mais longe, estendendo-se aos jovens carentes atrás do primeiro posto de trabalho. Hoje, cerca de 20% dos operadores estão no primeiro emprego, tanto quanto os demais beneficiados por uma política de capacitação profissional que, somente no ano passado, absorveu 35% da receita líquida.

Mas os projetos sociais, nos quais a empresa investe até 10% dos ganhos anuais, dependendo da demanda, também contemplam necessidades básicas das comunidades pobres, mediante arrecadação e distribuição a entidades beneficentes cadastradas, de mantimentos, roupas, medicamentos, produtos de higiene pessoal e limpeza.

“A alfabetização de adultos é alvo de um enorme esforço da operadora, que, no momento, está formando, ela mesma para treinar, a primeira turma de voluntários dispostos a ensinar”, conta Gláucia. Mas a comunidade negra, segundo ela, igualmente, se beneficia da consciência social da Work. Em parceria com ONG Projeto Afrikambo, a empresa dá apoio a projetos que busquem resgatar e preservar a cultura afro descendente.

Outra ação importante é o Reabilitrânsito, pelo qual, em parceria com a Associação Civil de Assistência as Vítimas de Acidente de Trânsito, a operadora de call center presta, gratuitamente, assistência física, psicológica e social a pessoas carentes, vítimas de acidentes de trânsito e sem condições de pagar tratamento fisioterápico. Na ampla lista das ações externas, figura, também, o projeto Esporte e Cultura, pelo qual a Work patrocina atletas amadores e artistas plásticos.

Lição de casa – A operadora de call center reserva tempo e recursos, ainda, para projetos que beneficiam os próprios colaboradores. Dos mais concorridos, o Projeto Saúde e Vida, por exemplo, promove palestras sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, ler, dort e estresse, entre outras. O Projeto de Reciclagem, por sua vez, se sustenta numa ruidosa campanha de conscientização dos operadores quanto à importância de reciclar materiais que poluem o meio ambiente.

Gláucia conta que, ciente de que o esporte gera saúde, na Escola Estadual Cândido Portinari, na Pompéia, bairro da zona Oeste de São Paulo, a Work promove torneios esportivos para os colaboradores, doando materiais esportivos, além de incentivá-los a participar, como voluntários, do Programa Família Escola e, ainda, da arrecadação de livros para a biblioteca.

TMS
A generosidade por vocação


Antes mesmo de entrar em operação, em 1999, a TMS Call Center, instalada no Centro de São Paulo, já se juntava à Associação Viva o Centro, ONG responsável por diversos projetos de benfeitorias no coração da cidade velha. Hoje, testemunha ocular da quantidade de pessoas que vivem nas ruas daquela região, é uma das empresas que mais colaboram com a Campanha do Agasalho, orgulha-se o diretor-presidente, Diego Morales.

Em dobradinha com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, a operadora arrecada e distribui a entidades assistenciais roupas, calçados e cobertores, destinados à comunidade carente. O movimento se intensifica, sobretudo, nas festas de fim de ano, quando se deflagra a campanha Natal sem Fome. Algumas instituições contempladas pelas doações são a Obras Sociais São Mateus, que abriga moradores das favelas do Rio Pequeno, na Zona Oeste, e Toca de Assis, entidade que recolhe moradores de rua.

Há, também, o Projeto Talento aos 40, pelo qual a operadora realiza uma série de programas, cursos e palestras, direcionados a pessoas com mais de 40 anos. O Coral TMS Call Center, que leva alegria a hospitais, creches, asilos e eventos sociais, é um sucesso. Em dezembro de 2004, o grupo participou da 31a edição do “Dia Especial”, iniciativa organizada pelo Playcenter, dedicado a crianças e jovens portadores de deficiência física, mental ou sensorial, portadores do vírus HIV e crianças com câncer.

Inclusão social – Tal e qual a maioria das empresas do setor, a TMS também desenvolve ações de inclusão social mediante oferta de emprego aos jovens que estão estreando no mercado de trabalho. “A Campanha Primeiro Emprego já integrou aos quadros da operadora 1.350 jovens, que, atualmente, representam 40,5% da mão-de-obra admitida – cerca de três mil pessoas”, conta Diogo.

A iniciativa, segundo ele, se complementa pelos cursos de treinamento, que permitem aos contratados fazerem carreira na empresa, galgando posições de chefia. Um dos projetos de maior sucesso é o Geração de Novos Líderes. Vinte por cento dos que dele participaram, por merecimento, passaram a ocupar cargos de comando, na condição de líderes, coordenadores e gerentes. Quem quer avançar ainda mais pode freqüentar os cursos oferecidos pela Universidade de Campinas, parceria da TMS, sobre diferentes temas.

A ação de endomarketing também contempla a área de saúde. Uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, auxiliares de enfermagem, professores de educação física, fonoaudiólogas e psicólogos, presta assistência aos funcionários, orientando-os na prevenção de problemas de ordem motora e emocional, que costumam afetar profissionais da área, o que resulta num índice baixíssimo de afastamentos por doença.

O trabalho de caráter social executado pela empresa chegou a Alphaville, no município paulistano de Barueri. Lá, a TMS acaba de inaugurar um segundo centro operacional, com dois mil metros quadrados e capacidade para mais 500 posições de atendimento, a serem ocupadas, naturalmente, pela população nativa.

A absorção está garantida pela parceria com a Prefeitura. A Secretaria de Indústria, Comércio, Trabalho e Transportes faz o recrutamento e a pré-seleção de candidatos inscritos no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), de acordo com o perfil informado pela TMS Call Center. Os escolhidos, antes de assumirem, passam por um programa de treinamento e capacitação profissional específica para o segmento de call center, ministrado pela própria operadora. Até abril, já haviam sido contratadas, aproximadamente, 700 pessoas, graças a essa parceria, das quais 71,8% moradores da região e 36,4% vivendo a estimulante experiência do primeiro emprego. No ano passado, a TMS despendeu 1% da receita líquida em programas de caráter social, além de outros 3% investidos em programas de capacitação profissional.

ADEDO E SITEL
Responsabilidade. O exemplo é doméstico

Também existem as empresas que preferem exercitar em casa o gosto pelas obras de caráter social. Exemplos perfeitos são a Adedo e a Sitel

Certo de que o desempenho dos colaboradores é melhor ou pior em função da qualidade de vida em família, no ano passado, o presidente da Adedo Contact Center, Ariovaldo Ferreira, decidiu inovar em matéria de relacionamento com os 50 funcionários. Ele próprio passou a visitá-los em casa, a fim de sentir de perto as dificuldades e desenvolver ações de endomarketing capazes de ajudá-los a vencê-las, conta Vanderlei Menten, vice-presidente de Recursos Humanos.

Plantada no coração do município paulista de Barueri, onde é numerosa a população de baixa renda, a Adedo não demorou a concluir que a melhor maneira de apoiar a comunidade, onde vai buscar os funcionários, era criar programas de capacitação profissional – uma forma segura e continuada de garantir às famílias o aumento da renda e propiciar a melhoria do padrão de vida.

Assim nasceu o CTC (Centro de Treinamento e Capacitação), que, com o apoio da Secretaria de Indústria, Comércio Transporte e Trabalho, oferece cursos de treinamento a chefes de família e, também, aos jovens em começo de carreira. Hoje, nos quadros da empresa, eles já são 50, orgulha-se Vanderlei, que defende a redução da carga de impostos e tributos pagos pelas empresas de call center, proporcionalmente ao grau de importância dos projetos sociais por elas mantidos.

Hoje, a Adedo investe 1% da receita líquida em ações de sociais que beneficiam os colaboradores e à comunidade na qual vivem. “Vale a pena o esforço. Quando alguma ação positiva é praticada em benefício da família do nosso colaborador, a resposta é altamente positiva e imediata, na forma de maior interesse, motivação e amor pelo trabalho, dedicação e fidelidade”, avalia o VP de Recursos Humanos.

Qualidade de vida – Assim é que também se pode resumir a essência do programa Você.com desenvolvido pela Sitel. Dirigido, com exclusividade, ao público interno, começou com uma série de ações cujo objetivo é criar hábitos que levem à saúde física. Mas logo cresceu, abrangendo, também, às áreas de saúde intelectual, econômica e social, em benefício das famílias dos colaboradores.

A primeira ação do projeto foi a 1ª Caminhada Sitel que, em junho de 2004, levou ao Parque da Aclimação, em São Paulo, boa parte dos 1.800 colaboradores da operadora e respectivos familiares.

Mesmo sem manter qualquer programa especial de apoio a jovens que buscam o primeiro emprego, a Sitel calcula que, hoje, 30% da força de trabalho por ela contratada se encaixa nesse caso. O processo de integração compreende cursos de formação que incluem aspectos técnicos e comportamentais.

Atento
Responsabilidade corporativa

Na maior empresa de call center do País, a prática do conceito mobiliza os empregados interna e externamente. E já rendeu dois prêmios

Consciente de que o caminho para a sustentabilidade passa, obrigatoriamente, pela gestão moderna e participativa, a Atento, primeira no ranking das empresas de call center que operam no Brasil, com receita da ordem de quase R$ 800 milhões, vem adotando o princípio do que chama de Responsabilidade Social Corporativa (RSC), conceito que encerra as noções de ética, transparência e confiança. ” Na prática, isso quer dizer que acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade ou poder público, o interesse de todos é levado em conta, na hora de planejar investimentos ou de exercer atividades no dia-a-dia”, explica a gerente de marketing e responsabilidade social, Karina Sassoon.

Com mais de 40 mil funcionários, pessoas de diferentes raças, sexo, idade e condição social, segundo ela, a Atento revela vocação natural para a responsabilidade social. Periodicamente, os funcionários desenvolvem ações, engajando-se, como voluntários, em campanhas de doação de sangue e arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos para entidades beneficentes. Somente no ano passado, foram mais de 30 iniciativas em vários contact centers espalhados pelo Brasil afora. Um esforço que resultou na arrecadação de 7 mil brinquedos, cerca de 13 toneladas de alimentos, 10 mil peças de roupas, entre outros itens.

Em setembro de 2003, a Atento Brasil fechou patrocínio com a Associação Parceria Contra Drogas, levando em conta a necessidade de apoiar medidas preventivas numa sociedade tão jovem como a brasileira. A própria Atento é uma bela mostra: atualmente, 60% dos 40 mil funcionários da empresa têm entre 18 e 25 anos. “Além de conscientizar esses jovens, queremos que eles passem a ser multiplicadores da campanha antidrogas, levando informações à família e aos amigos, de modo a formar uma grande corrente dentro da comunidade”, diz Karina. O objetivo da Atento, segundo ela, é apoiar a luta contra as drogas e incentivar à qualidade de vida, prestando um serviço aos funcionários e à sociedade.

Pioneirismo – A Atento foi a primeira empresa a patrocinar 14 desses centros, doados aos Conselhos Municipais Antidrogas, nas dez cidades nas quais a empresa opera. Em São Paulo, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Campinas, Belo Horizonte, São José dos Campos, Goiânia, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador, além das escolas da rede pública, eles são estrategicamente plantados em locais de fácil acesso e preferidos dos jovens, a exemplo dos shoppings.

Antes da doação aos municípios, os CIDs foram exibidos nas várias unidades da empresa durante a semana “Saúde é atitude”, evento que divulga comportamento capazes de garantir às pessoas uma vida mais saudável, mediante palestras, peças teatrais e debates sobre tabagismo e alcoolismo, dicas de alimentação e meios de evitar a vida sedentária.

Ao longo de 2004, o projeto mobilizou todos os funcionários da companhia, que faz jus à IV Edição do Prêmio Amauta, da Federação das Associações de Marketing Direto e Interativo da América Latina – ALMADI, assim como ao Prêmio ABT de Responsabilidade Social, conferido pela Associação Brasileira de Telemarketing.

TMKT
Investimento no futuro

Empresa oferece a jovens de São Paulo a oportunidade de estudar e abrir caminho no mercado de trabalho

A TMKT, oitava maior empresa de call center no País, com receita de R$ 82 milhões, preocupada com o futuro dos jovens brasileiros, está desenvolvendo um trabalho social na Escola Godofredo Furtado, localizada em Pinheiros. O “Projeto Escola-Empresa” dá aos jovens que lá estudam, na maioria de família pobre, a oportunidade de se tornarem operadores de telemarketing e, assim, ingressarem no mercado de trabalho.

O diretor de recursos humanos, João Alves, conta que o projeto tem o apoio entusiasmado dos colaboradores, que ajudam no trabalho de aculturação dos adolescentes. Graças a eles, todo ano, se formam cerca de cem moços, que, recebem aulas de informática, língua portuguesa e telemarketing. “No mínimo, estamos criando o ambiente propício ao debate e reflexão sobre o atual mercado de trabalho e as expectativas do jovem profissional”, orgulha-se João.

O executivo conta que um dos objetivos do projeto é chamar a atenção dos meninos e meninas para a importância da qualificação profissional, despertando neles a consciência de que esse é um fator que faz a diferença quando se busca um lugar no mercado de trabalho. “A ação que estamos desenvolvendo é a maneira que a TMKT encontrou, de oferecer uma melhor perspectiva de vida aos jovens estudantes. Hoje em dia está muito difícil encontrar colocação e a única forma de furar o bloqueio e buscar a qualidade, que se desenvolve em processos educacionais como esse”, defende o diretor da TMKT.

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