Que tipo de profissional você busca?

0
12

Oriundo do movimento psicanalítico, onde foi um dos expoentes, talvez o discípulo preferido de Freud, Jung rompeu com o mestre em 1912, quando publicou o livro A Psicologia do Inconsciente, onde expôs a sua teoria da Libido, a energia do desejo sexual, vista por ele como uma energia geral da vida, um impulso vital e não como Freud definiu em seu aspecto unicamente sexual. A Libido pode então se manifestar em formas artísticas de criação. O Símbolo seria o processo psicológico pelo qual essa energia se transforma em atividades culturais. Os símbolos pertencem ao nosso inconsciente. Os arquétipos são os símbolos primordiais e de cunho universal, sendo os mais comuns: a mãe, o herói, o dilúvio e a cruz, que povoam os mitos e a literatura mundial. A influência desses símbolos na consciência humana transforma-os em uma força poderosa no aspecto ético-religioso.
Jung definiu o aspecto bi-polar da mente introversão – extroversão. Os indivíduos extrovertidos são aqueles cuja atenção estão voltadas para os aspectos sociais, são pessoas de ação. Na extroversão, a energia da pessoa flui de maneira natural para o mundo externo, em que se observa: impulsividade, sociabilidade, expansividade e facilidade de expressão oral. Os introvertidos são os que valorizam as idéias e os sentimentos e, de certa forma, evitam o envolvimento com a ação e o aspecto social. Na int roversão, o indivíduo direciona a atenção para o seu mundo interno em que se observa: a postura reservada, a retenção das emoções e facilidade de expressão no campo da escrita. Classificou a atividade mental em quatro níveis básicos que, também, constituem pares de opostos: pensar e sentir, perceber e intuir.
Para Jung, essas diferenças entre os indivíduos eram causadas pelas funções e ou processos mentais preferencialmente utilizadas pela pessoa para se relacionar com o mundo externo ou interno. As funções psíquicas juntamente com as atitudes de introversão e extroversão representarão os tipos psicológicos.
Jung distinguiu quatro funções psíquicas: Sensação, Intuição, Pensamento e Sentimento. Existem duas maneiras através das quais percebemos as coisas – Sensação e Intuição – e existem outras duas, que usamos para julgarmos os fatos – Pensamento e Sentimento.
Pessoas do tipo sensação dão atenção ao presente e, portanto, tendem a ter os “pés no chão”. Essas pessoas têm enfoque no real e no concreto, costumam ser práticas, realistas e voltadas para o “aqui – agora”. Preocupam-se mais em manter as coisas funcionando do que em criar novos caminhos. Preferem também ver as partes ao invés do todo.
O oposto da função sensação é a função intuição, onde a apreensão do ambiente geralmente acontece por meio de “pressentimentos”, “palpites” ou “inspiração”. A intuição busca os significados, as relações e possibilidades futuras da informação recebida. Os fatos são apreendidos no seu conjunto.
As pessoas que utilizam o Pensamento fazem uma análise lógica e racional dos fatos: julgam, classificam e discriminam uma coisa da outra, sem maior interesse pelo seu valor afetivo. Naturalmente voltadas para a razão, procuram ser imparciais em seus julgamentos sem levar em conta a interferência de valores pessoais. Tendem a lidar melhor com processos lógicos e formais.
A função racional que se contrapõe à função Pensamento é a função Sentimento. Quem usa o Sentimento julga o valor intrínseco das coisas, tende a valorizar os sentimentos em suas avaliações, tem facilidade no contato social, preocupa-se com a harmonia do ambiente. As pessoas que preferem tomar decisões com base no sentimento utilizam-se de valores pessoais, mesmo que essas decisões não tenham objetividade do ponto de vista da causalidade. Por valorizarem impressões pessoais, tendem a se voltar para as relações interpessoais, preocupando-se com os sentimentos e valores de outros.
Que tal mesclar diversos tipos psicológicos na sua empresa para você ter uma visão mais holística na gestão dos processos: administrativos, comerciais, desenvolvimento de novos produtos e marketing?
Ademir S. Stein é presidente da S. Stein Joalheiros, advogado e engenheiro, pós-Graduado em Estratégia de Marketing e R.H., certificado pela Disney University, membro do Conselho Estratégico da Alshop – Associação dos Lojistas de Shopping do Brasil e autor dos livros A Arte de Vender Sonhos e A Mágica do Sucesso.