Sair do papel e invadir as ruas

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Há uma grande evolução no contexto da Responsabilidade Social no Brasil. E isso não está mais restrito a teorias ou técnicas de como ela deve ou não ser utilizada pelas organizações, a ponto de trazer uma maior visibilidade ou rentabilidade à organização. Ela está, a cada dia, tornando-se um “objeto de desejo” dentro das empresas. Isso porque profissionais dos mais diversos níveis hierárquicos querem de alguma forma, participar desse processo. Fazer, realizar, estar integrado em ações que interferem diretamente no desenvolvimento social, político e econômico do país. E tudo isso, porque desenvolver ações socialmente responsáveis faz bem. Faz-nos sentir mais cidadãos, atuantes nas transformações do mundo, peças fundamentais no tabuleiro do grande xadrez global.

E um bom exemplo disso, é o resultado do Top Social ADVB 2006. Em quase todas as ações contempladas a participação de voluntários é fundamental, em projetos que atendem as áreas de saúde, educação, meio ambiente e inclusão social. Não de uma forma filantrópica, mas de uma maneira direcionada e com resultados mensuráveis.

Um dado que também pode ser visto na VI Pesquisa Nacional sobre Responsabilidade Social nas Empresas desenvolvida pelo IRES – Instituto ADVB de Responsabilidade Social. Em grande parte da amostra contatada, 96%, há um envolvimento direto da alta administração na execução e realização dos projetos sociais. Porém a área responsável mais citada para a condução dos programas continua sendo a de Recursos Humanos. Para 89% delas, a Responsabilidade Social faz parte da visão estratégica na tomada de decisões e na forma de gestão da empresa.

Do total das empresas que responderam ao questionário, 89% realizam programas sociais voltados para a comunidade, sendo que as cinco áreas mais abrangidas por ordem de volume de atividades são: educação, meio ambiente, desenvolvimento comunitário e mobilização social, cultura e, por último, saúde. Em 62% delas, há um incentivo para que haja a participação de funcionários-voluntários em todo o processo.

A sociedade busca por meio das ações de Responsabilidade Social equilibrar as desigualdades sociais e, até mesmo, solucionar problemas comunitários que não envolve só quem vive em situação de risco, mas a todos, sem exceção. De uma forma geral, os beneficiados somos todos nós.

José Zetune é presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Marketing), da ADVP (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Portugal), do IRES (Instituto ADVB de Responsabilidade Social) e da FBM (Fundação Brasileira de Marketing).