Fábio Medeiros, general manager da Unox Brasil

Substituir não, agregar

Em resumo, a IA chegou para liberar as pessoas para fazer o que elas fazem de melhor que é resolver problemas e criar valor

Autor: Fábio Medeiros

A Inteligência Artificial é, sem sombra de dúvidas, uma das tecnologias mais impressionantes de todos os tempos. Muito tem-se falado sobre como essa inovação impactará na vida das pessoas e, principalmente, o mercado de trabalho.

Existe uma preocupação muito grande de que a IA vai substituir as pessoas em diversas profissões ou, em alguns casos, até mesmo extinguir essas vagas de trabalho. Contudo, é necessário ter um olhar mais amplo no que tange à utilização da Inteligência Artificial. Não podemos encarar a tecnologia pela tecnologia, mas, sim, como uma inovação que chega a serviço da experiência humana.

Ou seja, a IA chegou para liberar as pessoas para fazer o que elas fazem de melhor: resolver problemas e criar valor.

Pode até parecer estranho, mas um bom exemplo de como a Inteligência Artificial vai contribuir com está no food service, um dos setores mais abrangentes, complexos e diversificados de todos, pois ele contempla elementos que vão desde a segurança alimentar até a experiência final do cliente.

Algumas pessoas até podem alegar que não. Afinal, em teoria, a IA não poderia substituir o chapeiro que faz um lanche, por exemplo. Contudo, a Inteligência Artificial já entrou nesse segmento, trazendo equipamentos capazes de preparar alimentos de forma autônoma.

O que teremos, portanto, é uma transformação tecnológica. O mesmo chapeiro que trabalhava na chapa quente, que precisava ficar atento ao ponto da carne, correndo o risco de se queimar, agora terá uma função estratégica. Ele será responsável por colocar a carne nos fornos combinados de IA, que já saberão o ponto da carne e como fazer a cocção, liberando-o para outras atividades importantes, como preparar o cardápio do dia seguinte ou montar a apresentação final.

Agora, expandindo esse exemplo para uma lanchonete. Esse “estabelecimento do futuro” poderá usar a Inteligência Artificial para identificar o perfil do cliente, preparando seus lanches de forma mais assertiva; câmeras serão capazes de calcular os pedidos, trazendo mais velocidade e precisão na hora do pagamento; fornos combinados altamente tecnológicos podem conversar com outros sistemas, preparando as refeições de forma ágil, eficiente, ecologicamente correta e, o mais importante de tudo, com muito sabor; enquanto, nos bastidores, a IA estará apoiando as finanças, calculando saída e entradas de produto.

A IA não irá substituir. Ela irá agregar e será fundamental para melhorar os processos, otimizar atendimentos e trazer qualidade, dando a oportunidade de as pessoas cuidarem das pessoas.

Fábio Medeiros é general manager da Unox Brasil.

Deixe um comentário

Rolar para cima