O que deve vir por aí no pós-pandemia?

Cliente brasileiro vai priorizar compra online, lojas como espaço de experimentação e pagamento sem contato

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O isolamento social e a impossibilidade de sair de casa em 2020 serviram como impulsionadores do varejo digital para milhões de brasileiros. E mesmo após a pandemia, o hábito deve se manter: 62% dos entrevistados no Relatório Varejo 2021 afirmam que continuarão a fazer compras online mesmo com as lojas abertas. Publicado pela Adyen, o levantamento entrevistou de forma online 2.000 consumidores de todas as regiões do país.

O relatório mostra ainda que, no início da quarentena, um primeiro movimento foi o aumento do consumo via delivery, com 63% dos entrevistados indicando que usaram mais esse tipo de serviço. Mesmo com a maior demanda, as pessoas viram de forma positiva a digitalização de restaurantes e serviços de alimentação (68% concordam que eles usaram bem a tecnologia para disponibilizar seus produtos). A garantia de conseguir realizar compras à distância com a comodidade de receber em casa também aumentou a expectativa do consumidor em relação à experiência no ambiente online – de tal forma que 90% dos entrevistados afirmaram que não vão comprar de marcas que ofereçam uma experiência ruim de compra, seja online ou offline.

No pós-pandemia, um tema relevante apontado pelos entrevistados é a fila. Em um cenário pós-pandemia, 74% dos consumidores afirmam que se esforçariam para visitar estabelecimentos que não tenham filas ou onde a experiência de compra seja mais prática. Já 76% gostariam que mais varejistas deixassem o cliente pagar o produto pelo app de dentro da loja.

Os estabelecimentos assumem também muito mais o papel de ser um espaço de experimentação de marca. Prova disso é que 68% dos entrevistados defendem que as lojas deveriam ser mais parecidas com galerias de arte, e não um conjunto de corredores com produtos empilhados. Por fim, até a tradicional maquininha terá a sua relação modificada com o consumidor pós-pandêmico – 78% se preocupam com a higiene dos terminais de pagamento e preferem opções sem contato, como e-wallets e tecnologia de aproximação (NFC).