Presidente da Busup para América Latina detalha a proposta de valor da plataforma de fretamento corporativo
Nascida de um desafio acadêmico em Barcelona, a Busup evoluiu de uma proposta de otimização do transporte corporativo para uma plataforma global orientada por dados e eficiência operacional. Com forte expansão a partir de 2018, especialmente no Brasil — hoje, principal mercado —, a empresa posiciona o fretamento como um ativo estratégico para empresas que buscam competitividade via bem-estar e produtividade. Em um cenário em que tecnologia está cada vez mais commoditizada, a Busup reforça a gestão e a experiência do cliente como diferencial e avança para um modelo de hub completo de soluções de mobilidade, conforme compartilhou Danilo Tamelini, cofundador e presidente da Busup na América Latina, hoje (19), na 1300ª edição da Série Entrevista ClienteSA.
A empresa surgiu como um projeto acadêmico em 2011, durante um MBA na escola de negócios IESE, em Barcelona. Os fundadores iniciais — os espanhóis Eva Romagosa, Alejandro Canals e o português Rui Miguel Stoffel — foram desafiados por um professor a inovar em um setor tradicional. Alejandro, que vinha de uma família operadora de ônibus, propôs a ideia de tornar o trajeto para o trabalho mais lógico e sustentável. Danilo, brasileiro, também de família operadora de ônibus, entrou na sociedade como cofundador e CEO para a América Latina em 2015, quando a empresa foi oficialmente lançada. Em 2016, receberam uma subvenção do programa europeu Horizonte 2020, o que permitiu desenvolver o MVP, lançado em setembro de 2018. A operação começou na Espanha e chegou ao Brasil no mesmo ano, rapidamente se tornando seu principal mercado, mesmo atuando na Europa, América Latina e EUA.
De acordo com o CEO, um desafio enfrentado no início foi a barreira cultural ao entrar em um mercado tradicional e consolidado. Ele relatou que, no início, chegaram a sofrer ameaças, mas com o tempo conseguiram demonstrar que seriam parceiros, não um concorrente, para as empresas de transporte. “Hoje, já temos 180 operadores homologados que estão aptos a operar para nós.”
O executivo reforou que o Brasil é um dos maiores mercados de fretamento corporativo, benefício que vem se tornando um diferencial competitivo para as empresas que pensam em uma solução de mobilidade para seus colaboradores. “Mais do que a necessidade de facilitar a locomoção, é um benefício, um importante fator de atração e retenção de talentos.” Em cima disso, ele citou dados de uma pesquisa realizada pela Busup, junto a 450 usuários, revelando que 70% deles economizam ao menos 30 minutos por dia no deslocamento e 78% sentem redução no nível de estresse. “Isso, obviamente, vai melhorar a produtividade da pessoa, além do dia a dia em sua casa.”
Ao responder a uma questão da audiência sobre os planos futuros, Danilo contou que a Busup está em fase de transformação para se tornar um “Mobility Hub”, integrando diferentes modais – ônibus corporativo, carpooling, aluguel de bicicletas e carros – em uma única plataforma. “A aquisição da IOMOB é o primeiro passo: a integração começa no segundo semestre de 2026, com versão funcional prevista para 2027, inicialmente em testes. O foco é reduzir a dependência de múltiplos apps e oferecer soluções ainda mais eficientes com uso de IA para automação e corte de custos.” Outro ponto destacado por Danilo é a importância da gestão como diferencial competitivo, especialmente diante das mudanças no mercado de SaaS (Software as a Service) e da crescente acessibilidade da tecnologia. “Hoje, enxergamos que nosso diferencial está na gestão. Precisamos estar com bastante foco em melhorar cada vez mais nesse aspecto, porque é um diferencial insubstituível.”
O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1299 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,1 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA encerra a semana, amanhã (20), com o Sextou que debaterá o tema “SXSW: o que esperar das transformações culturais e tecnológicas na jornada de consumo?”, reunindo Mariana Caram, sócia fundadora da DEA Design, Mari Galindo, cofundadora e CEO da Nice House, e Rodrigo Tavares, partner na IN Digital.





















