Sky e Nokia lançam banda larga 4G – mas é isso tudo mesmo?

Seu celular tem 3G? Então, desde ontem, você e eu estamos obsoletos. A SKY e a Nokia anunciaram uma parceria para lançar a banda larga sem fio com tecnologia 4G no Brasil. O novo serviço vai usar a rede completa TD-LTE (Time Division Duplex Long Term Evolution), a primeira desse tipo na América Latina.

Que legal, não? Agora, sim, teremos… Teremos o que mesmo? Segundo todas as notícias que lemos, inclusive nos sites dedicados à tecnologia, teremos “conexão através de um modem 4G”. Bom, mas fora o aumento no custo, que quase certamente ocorrerá, ganharemos o que ao trocar nossa obsoletíssima banda 3G pela novíssima 4G? A resposta é o silêncio. Aparentemente, os jornalistas simplesmente reproduziram o release das duas empresas.

Para não reprisar o pecado, fomos atrás do que, afinal, é essa tal de 4G e encontramos uma boa definição no tira-dúvidas do site Mashable. Para começar, segundo a International Telecommunication Union (ITU), o que determina a presentação de verdadeiras tecnologias 4G são LTE Advanced (Long Term Evolution Advanced) e Wimax Release 2. Deixando de lado esta última tecnologia, não citada na nota da Sky e da Nokia,  fala-se lá em TD-LTE (Time Division Duplex Long Term Evolution). É a mesma coisa? Provavelmente, não, de acordo com as informações que recolhemos, porque mesmo nos EUA e na Europa não há informações de entrega em larga escala dessas novas tecnologias.

O fato é que o “4” aí é meio como o “5” do último iPhone. Com a diferença que a Apple, pelo menos, assumiu isso e lançou o equipamento como 4S. No caso da Sky e da Nokia, o correto seria falar em 3.5G ou até 3.75G, pois até onde entendemos estamos com os pés bem plantados ainda na terceira geração e não na quarta, que seria a definição do 4G. Nessa quarta geração, a velocidade dos dados será 10 vezes maior do que a velocidade atual (alguém checou a velocidade do 4G que foi anunciado?) e pode ajudar a resolver o dilema da “última milha”, o problemático trecho final que conecta os consumidores às redes e que atualmente, por exemplo, dificulta a comunicação via celular em áreas rurais.

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