Consumo: As lições do COVID

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Consumo: As lições do
COVID

 

A
pandemia causada pelo Covid está consumindo a energia, o astral e a segurança
de todo mundo. Como é um evento de proporções astronômicas, as
consequências  só serão medidas e avaliadas
corretamente através da história. Estamos perdendo interações, vantagem
competitiva, aprendizado, empregos, oportunidades, a vida está no modo  pause e estas perdas afetam a saúde emocional,
física e financeira de todo mundo. Vamos pagar esta conta no futuro, a história
dirá quanto e como. O #fiqueemcasa é uma medida de segurança, mas depois
de tanto tempo, é um instrução difícil de cumprir com serenidade, é um fardo!

Por
outro lado, justamente por ficarmos em casa, estamos criamos hábitos diferentes:
 o comércio eletrônico explodiu; os
serviços de delivery nunca trabalharam tanto; 
aprendemos a comprar de outros fornecedores privilegiando o comércio do
bairro, fizemos refeições mais saudáveis – leia-se cozinhamos mais; nos
tornamos mais conscientes e conservadores com nossos gastos –  até flertamos com o minimalismo; reciclamos
mais  e durante esta jornada de isolamento,
 conhecemos melhor nossos vizinhos e vivenciamos
24 horas  a dinâmica familiar – com
vantagens e desvantagens, como tudo nesta vida, de toda a forma, foram muitas lições
aprendidas

Neste
contexto,  as mulheres desempenham um
papel estratégico e exaustivo – gerenciam sua “home” como se fosse um “office”
com toda a estrutura necessária, cuidando da agenda familiar, das crianças e
seus deveres, do marido,  da saúde e do
bem-estar de todo mundo na casa. Pesquisa do IBGE em 2018 já  constatava que as mulheres dedicam 73% a mais
do seu tempo com os afazares domésticos 
do que os homens. Ser multitarefa às vezes é um carma.

As
mulheres são responsáveis por mais de 80% das compras do lar, e esta proporção
deve ter aumentado durante o pandemia, mas o que estamos consumindo e como isto
vai repercutir após o final deste ciclo?

Alex
Kirk, Diretora de Marketing B2B da Baazar Voice, consultoria americana que
produz conteúdo e pesquisas sobre o comportamento do consumidor, afirma que
pesquisa realizada entre 5000 mulheres usuárias da plataforma Influenster,
detectou os seguintes dados


os impactos sociais da quarentena são mais estressantes do que o vírus em si


perguntadas sobre suas emoções neste momento, as palavras mais citadas em ordem
de importância são: entediada, estressada, bem, assustada, preocupada, ok e
triste, sendo que a palavra “estressada” aparece três  vezes mais do que qualquer outra


79% afirmaram que  seus hábitos de compra
mudaram em função da pandemia. Antes suas prioridades em relação a compra de um
produto seguiam o padrão Qualidade, Preço,  Marca. Agora estas prioridades mudaram para
Disponibilidade, Preço, Qualidade.


Quanto à compra de produtos com o selo “verde”, 
mais naturais e  preocupados com o
meio ambiente, 1/3 das pesquisadas 
continuam comprando produtos nesta categoria,  43% priorizam compras desta categoria para
alguns produtos e 26% mudaram suas prioridades em função da pandemias

O
que estamos aprendendo, na minha opinião:

  1.  A ser mais digitais para utilizar os benefícios do e-commerce, serviços online, delivery, transporte, conveniência
  2. Trocar reuniões por ferramentas de comunicação online, em função da restrição de saídas
  3. A ser mais conscientes com relação aos gastos, com uma maior preocupação com relação ao futuro. Ser mais atentos ao orçamento doméstico, comprando mais itens essenciais e mais preocupados com durabilidade ou data de vencimento do produto, no caso de alimento
  4. A ser mais
    conscientes com relação aos gastos, com uma maior preocupação com relação ao
    futuro. Ser mais atentos ao orçamento doméstico, comprando mais itens
    essenciais e mais preocupados com durabilidade ou data de vencimento do
    produto, no caso de alimentos
  5. Auto-conhecimento.
    A pandemia tem mostrado que os mais introvertidos têm sofrido menos com o
    isolamento. Os mais extrovertidos têm sentido os efeitos de forma impactante.
  6. Otimizar o tempo
    nas saídas para que tudo possa ser feito de forma rápida e segura
  7. Ser mais
    preocupados com o problema da contaminação. Os hábitos de higienização de
    roupas, sapatos e itens alimentícios deverão ser mantidos pós-pandemia. Máscaras
    e álcool gel farão parte do nossa lista de compras por algum tempo
  8. Ser mais seletivos
    em relação a eventos que provoquem aglomerações. Após tanta informação sobre os
    perigos de encontros com muitas pessoas, espaços menores e que permitam um
    distanciamento maior entre os clientes terão prioridade sobre aqueles que
    voltarem a ser exatamente como eram
  9. Manter um contato
    virtual com família e amigos é uma rotina que tem funcionado bem e que deve se
    manter com mais frequência, reduzindo encontros entre
     grandes grupos
  10.  Ter mais consultas
    de forma virtual porque é prático para o paciente e para o profissional, não apresentando
    muitas perdas no conteúdo. Outros serviços com aulas, terapia, cursos também
    poderão ser feitos online, reduzindo a necessidade de sair e se expor ao vírus.
    Alguns hábitos vão perdurar, porque afinal de contas, a tecnologia tem se
    mostrado extremamente
     útil neste
    momento.
  11. 10.  
    Ser mais
    preocupados com o o outro. A pandemia nos fez ver que nossa saúde é importante,
    bem como o daqueles que circulam ao nosso redor.
     A 
    gestão da saúde na pandemia é um problema público, não individual.

Que
possamos sair desta pandemia saudáveis, fortalecidos  e felizes e que as lições aprendidas superem
os impactos emocionais!

 

Abraços


Gladis

Profissional de marketing e comunicação e fundadora do Grupo Mulheres de Negócios. Atuou em empresas de TI como Scopus, Sun Microsystems e PTC. É formada em Letras, com Pós-Graduação em Jornalismo, Comunicação Social e Negócios. Autora do livro "O Homem que Entendia as Mulheres", publicado pela AllPrint Editora (2005).

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