A revolução dos vídeos no e-learning

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Autor: Romain Mallard


 

O uso de vídeos na internet vem se popularizando cada vez mais no Brasil. Segundo pesquisa das empresas GloboSat e Havas Digital e do instituto de pesquisa QualiBest,  96% dos internautas entrevistados acessam sites de vídeo. São 310 milhões de visitas a essas páginas todos os meses. Somente o YouTube registrou crescimento de 45% no número de horas de vídeos postadas no último ano.

Essa tendência se reflete também nos programas de e-learning, onde os vídeos aparecem como recurso educativo, com uma infinidade de aplicações, como as clássicas vídeoaulas, testemunhais, tutoriais on-line de produtos e diversos outros meios que servem como suporte ao desempenho.


Imagine a situação: um assistente técnico de uma marca de eletrodomésticos vai até sua casa fazer um reparo em uma lavadora de roupa. Dotado de um smartphone, ele faz a leitura ótica do código da lavadora e é gerado um vídeo com instruções sobre aquele modelo. Nada de levar o equipamento para revisão nem trocas de peças ou manutenções desnecessárias.


As aplicações são inúmeras, como também as vantagens. Sendo assim, o que impede que medidas como essa sejam amplamente utilizadas? Ocorre que digitalizar, indexar, gerenciar e distribuir conteúdo audiovisual é complexo e demanda infraestrutura. Por isso, observa-se uma resistência nas áreas de TI e se vê, muitas vezes, o RH concorrendo com as demais áreas para o uso dessa estrutura em seus projetos.


Para eliminar esse obstáculo, empresas que atuam com o Moodle Partner no Brasil oferecem soluções que disponibilizam vídeos para aprendizagem virtual de maneira inteligente e inovadora. Por meio da solução, que permite acessar listas e reprodutores de vídeo integrados ao ambiente de aprendizagem Moodle, é possível oferecer diversas qualidades para um mesmo conteúdo audiovisual. Ou seja, o usuário pode assistir a um vídeo que não trava, pois se adapta a sua estrutura de banda e, portanto, não sobrecarrega o tráfego dos servidores.


A solução foi implantada recentemente em um portal que oferece preparação pré-vestibular para toda a rede pública do Paraná. Foram registrados mais de 21 mil acessos a vídeoaulas, entre os mais de 8.000 alunos.


Outro exemplo onde a solução foi aplicada é um projeto de treinamento em turismo do Estado do Amapá. Além de carência na formação de profissionais para o ramo, o curso não podia contar com o acesso à banda larga. O que poderia ser visto como limitação para programas de educação a distância foi resolvido por essa solução, que integrou conteúdo de qualidade em vídeos didáticos e de fácil carregamento ao ambiente virtual do curso.


Romain Mallard é diretor de tecnologia da Digital SK