CEO, uma jornada solitária

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Autor: Alexandre Velilla Garcia
Um CEO não pode ter medo da solidão. Essa frase pode soar estranha em um artigo de negócios e em um momento do mercado no qual buscamos, cada vez mais, o rompimento das barreiras que separavam gestores e equipes e que dividiam as empresas em hierarquias complexas, que dificultavam os processos de comunicação, aprendizagem e inovação. Mas o fato é que teorias e visões antagônicas, muitas vezes, se complementam e geram equilíbrio, tanto em nossas empresas, quanto na vida.
Neste sentido, embora seja verdade que empresas que cultivam o diálogo, a colaboração e a difusão livre de ideias sejam instigantes e tragam inúmeros benefícios para uma organização – como bem observaram, por exemplo, Michael Slind e Boris Groysberg em artigo para essa mesma Harvard Business Review – o fato é que, boa parte do dia a dia de um CEO é composto por jornadas solitárias de trabalho, em que buscamos insights, inclusive, para conduzir melhor nossas equipes e conquistar os objetivos de um negócio.
Ademais, por mais colaborativo que seja um ambiente de trabalho, para inspirar seus colaboradores, o CEO, indubitavelmente, precisa ser um exímio tomador de decisões. Para tanto, além de incentivar o diálogo e ser humilde para saber ouvir, o líder de uma companhia precisará confiar no seu bom senso, seguindo suas intuições e confiando na sua capacidade de tomar decisões.
Afinal de contas, que é um CEO senão aquele que conduzirá os nortes estratégicos de uma organização? Por conseguinte, é impossível assumir tamanha responsabilidade sem uma incrível capacidade de distinguir boas ideias, definir estratégias, traçar objetivos e acreditar em si mesmo, naquilo que diz a sua consciência.
É tal trabalho – sempre árduo, muitas vezes solitário e de muitas doses de transpiração – que, acredito, ser a fonte de inspiração para as pessoas. Ou seja, quando um líder sabe tomar decisões equilibradas, movidas por bom senso, ele é capaz de motivar pessoas a vestir a camisa de uma empresa e inspirá-las, por sua vez, a construir sua própria jornada de liderança.
Quando um CEO atinge tal objetivo – o de inspirar pessoas – penso que ele está cumprindo a parte essencial de seu papel enquanto líder e assim, fomentando o ciclo da formação de novas lideranças!
Alexandre Velilla Garcia é CEO do Cel.lep Idiomas.