Como controlar a ambição dos jovens?

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Autor: Alan Cordeiro

 

Os jovens profissionais denominados “geração Y”, estão entrando no mercado de trabalho com a ambição de subir rapidamente na carreira e alcançar altos salários. Essa foi conclusão do estudo realizado pela Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, cujo desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores.

 

Como consultor, acredito que muitos profissionais entram nas empresas para revolucionar processos, incomodar os profissionais de gerações anteriores e trazer novos resultados para as organizações, mas na maioria das vezes não sabem esperar o momento certo da promoção de cargo em suas carreiras.

 

Nascidos no início da década de 80 até meados da década de 90, a geração Y possui algumas características importantes, mas é preciso saber lidar com esses profissionais nas organizações. O modelo de educação oferecido para essa geração recomendava ao jovem que deveria ser mais questionador com figuras de autoridade, fosse na escola ou em casa, lutar pelos seus direitos e adquirir informações com grande facilidade e velocidade.

 

Certamente o profissional da geração Y ingressa nas empresas muito mais preparado do que os profissionais de gerações anteriores, na maioria das vezes proporcionado por uma melhor formação acadêmica ou pelo acesso a todo o tipo de informação que é oferecida pela internet, redes sociais e pelos tradicionais veículos de informação.

 

O grande desafio para as empresas ao lidar com esses jovens, está no desejo por subir na carreira tão rapidamente, que muitas vezes torna-se inviável mantê-lo na equipe. A pressa por altos salários e cargos, pode prejudicar a carreira do profissional, pois muitas vezes seus comportamentos são percebidos como não seguidores das regras, procedimentos e hierarquias.

 

Tenho observado nas organizações que tanto o RH quanto os gestores precisam estar preparados com ferramentas e estruturas bem definidas para receber o profissional da geração Y. Isso porque é possível aproveitar as qualidades de energia, inovação, inconformidade diante de estagnações, adaptação às mudanças ente tantas outras características que esses jovens têm a agregar na empresa.

 

Ignorar o profissional mais antigo, desmerecendo-o ou fazendo comparações com o novo colaborador é um grande erro e um risco para a organização, pois pode criar um ambiente de competitividade interna nociva ao trabalho em equipe e ao mesmo tempo sobre a entrega de resultados.

 

Para aumentar a assertividade na contratação de um profissional geração Y, é importante que desde a entrevista se saiba o que ele almeja e em quanto tempo, quais trabalhos deverá realizar e de que forma será feito. O profissional dessa geração é motivado por uma variedade de desafios, programas de desenvolvimento de carreira, realização de cursos, autonomia entre outros fatores e se entedia facilmente com a rotina.

 

Tendo conhecimento dos anseios do profissional que está ingressando na empresa, o RH e seus gestores podem se preparar melhor para aproveitar suas características, dando um novo gás na equipe e, quando bem trabalhado, pode conseguir uma nova motivação, aumento de produtividade e novos resultados também pelos profissionais mais antigos da organização.

 

Alan Cordeiro é consultor da M&S.