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Efeito dominó

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Autor: Marcelo Cardoso
Você acorda cedo, toma banho, se arruma, enfrenta o trânsito, chega ao trabalho com a certeza que vai ter um dia produtivo e, quando vai para a copa para tomar um cafezinho, dá de cara com aquele colega “reclamão”. Você mal entra e ele já começa: fala mal do chefe, da reunião que tiveram ontem, da limpeza, do salário, do tema da festa de final de ano, etc. Você pensa que está quase acabando e chega outro reclamão.
Não é apenas um, eles são uma equipe. E você, que estava tão animado, começa a se questionar: “poxa, acho que eles têm razão, que tema foi esse da festa de final de ano? E o salário, não tá dando nem mesmo para pagar a escola dos meus filhos!”. Pronto, você está negativamente contagiado.
Em outra situação, você tem a certeza que o dia não será produtivo. Está cansado de fazer a mesma coisa, não acredita que terá aquela sonhada promoção, seu chefe só pega no seu pé. Então, o primeiro colega de equipe que você vê, corre para poder desabafar sua situação. Fala tudo que acha que está errado. Alguns colaboradores não dão bola, mas outros concordam exatamente com o que você diz.
É muito comum pessoas com atitudes negativas acabarem influenciando o ambiente e a outras pessoas. Esse comportamento afeta diretamente o clima organizacional, criando uma cultura do pessimismo profissional, afetando diretamente os colaboradores, equipe e, é claro, a empresa.
Para o colaborador, conviver com um ou grupo de reclamões pode provocar desgaste físico e emocional, transformado o dia a dia de trabalho num verdadeiro inferno. Na equipe, o comportamento gera uma quebra na motivação, enfraquece o espírito e o engajamento, cria um ambiente de incertezas, gera conflitos de relacionamentos, estresse e baixa produtividade. Já o reclamão, muitas vezes não tem a menor noção do quanto está afetando negativamente os outros e o seu ambiente, porque na visão dele, tudo está errado e ele precisa “alertar” os outros e desabafar suas angustias.
Se formos analisar o motivo de existirem pessoas assim, podemos chegar, na maioria das vezes, na insatisfação. Profissionais que não se sentem reconhecidos, ou estão na mesma função há muito tempo, não enxergam crescimento dentro da sua área, podem se transformar em um reclamão. A falta de perspectiva pode gerar uma desmotivação e a necessidade de externar o sentimento.
Como lidar com a situação? Antes de qualquer coisa, identifique-se. Você está em um ambiente de negativismo criado por um ou mais reclamões ou você faz parte da equipe desmotivada? Se for a primeira situação, a saída é se juntar com os “não reclamões” e discutir a melhor forma de abordar a pessoa que coloca o ambiente para baixo. Evitar um colega com este problema pode parecer uma solução mais fácil, mas não é nada humana e muito menos inteligente, você só estará empurrando o problema com a barriga. Portanto, dialoguem. Ajude a pessoa a identificar por quais motivos se sente tão insatisfeito. Incentive a conversar com o líder, leve a situação para a esfera superior com o objetivo de chegarem a um ponto de equilíbrio. Às vezes, a insatisfação é algo íntimo que acaba afetando a área profissional. Se for esse o caso, talvez a ajuda de um profissional de RH ou um coaching, por exemplo, seja mais adequada.
Agora, se você é o reclamão, reflita. Por que está se sentindo assim? Como disse, se for algo íntimo, procure um profissional. Mas se o problema é seu trabalho, reavalie sua situação. Se estiver se sentindo insatisfeito e injustiçado de alguma forma, converse com o seu líder. Apresente suas ideias, mostre pontos que devem ser melhorados na equipe, demonstre interesse, mostre disposição. Se não sentir que a atitude melhorou sua insatisfação, então, reflita novamente. Veja se não está na hora de voltar a estudar, procurar uma nova oportunidade de trabalho, mudar de profissão.
Para tudo neste mundo há solução. Não podemos nos deixar ser arrastados por falsas ilusões e pessimismo. Todas as pessoas têm momentos de negatividade e desânimo, isso é normal. O que não deve ser normal é viver diariamente envolto nesta situação, sem a menor chance de se permitir mudar.
Marcelo Cardoso é especialista em coaching, PNL (Programação Neuro Linguística) e fundador da Arco 7.

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