Esse líder, eu sei quem é

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Pela nova dinâmica do mercado de trabalho, hoje está mais difícil de reter um funcionário. Uma das formas para evitar que ele saia da empresa é incentivando o seu crescimento profissional internamente. Algumas empresas já se deram conta e começam a investir na qualificação de seus melhores funcionários como forma de motivá-los e retê-los, segundo Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas há 21 anos. Como vantagem, a empresa terá um líder cuja trajetória profissional é muito conhecida: habilidades, capacidade em conquistar resultados, gerir pessoas, administrar conflitos e até os defeitos. “Ou seja, você já tem o rastro profissional desta pessoa”, pontua. Outra vantagem é ter uma pessoa mais ajustada à cultura da organização.

 

Esse processo começa colocando as pessoas certas nos lugares certos. “Ou seja, a empresa precisa colocar as pessoas onde elas possam usar suas características marcantes na maior parte do tempo”, explica Ferraz. O perfeccionista gosta de organizar, o extrovertido de se relacionar, o dominante de comandar, o impaciente de acelerar. “É muito importante conhecer a personalidade dos funcionários e não forçar a natureza das pessoas.” Outro passo importante é identificar qual o motivador para cada profissional, como forma de manter e contribuir para o desenvolvimento dele. O consultor comenta que as empresas têm quatro moedas de troca ou fatores que motivam as pessoas, sendo elas: dinheiro, segurança, aprendizado e status. Algumas pessoas desejam ganhar mais dinheiro, outras preferem segurança, outras status, e há indivíduos que tem o aprendizado como fator mais importante.

 

No entanto, Ferraz é enfático ao afirmar que nem todo mundo pode ser líder. “A pessoa precisa ter perfil (personalidade) e determinação para lidar com a pressão que o cargo exige e não todos são assim”, afirma. Um bom líder precisa ter aptidão para comandar, ter a capacidade de motivar, organizar e administrar equipes, ter um bom ritmo de trabalho, e principalmente saber lidar com as pressões e os conflitos do dia a dia, segundo o executivo. “Além do perfil adequado, deve se esforçar, se dedicar e se preparar mais dos que os outros. Ou seja, ter um desempenho e atitudes positivas acima da média”, conclui.

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