Geração Y quer muito mais

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Uma das características dos jovens, principalmente da geração Y, é a ambição por novos desafios e mudanças. Assim, sempre estão em busca de novas possibilidades no mercado de trabalho num curto espaço de tempo. Se isso é bom por um lado, por outro traz grandes dificuldades para as empresas, já que precisam administrar o alto índice de rotatividade. No mercado de call center, onde esses profissionais são maioria, esse desafio é maior ainda. “O tempo de permanência dos jovens na posição de atendentes/operadores se torna curto”, afirma Juliana Uchoa, gerente de RH da Vector, que possui cerca de 80% dos colaboradores nessa faixa etária de 18 a 25 anos.
Para superar essas dificuldades, a executiva indica que as empresas devem estar atentas às necessidades desse público. “Além de um pacote de remuneração e benefícios atrativo, deve-se principalmente designar atividades que proporcionem desenvolvimento e oportunidade de carreira, pois são ansiosos por crescimento”, aponta. Diferente das outras gerações, a Y está buscando muito mais do que um emprego para garantir sua estabilidade. Com isso, as políticas devem ser elaboradas com foco na atração (o que faz o jovem escolher tal empresa para se trabalhar), retenção (o que o deixa satisfeito/motivado ao trabalho) e desenvolvimento (quais as perspectivas e oportunidades para ele dentro da organização).
Por isso, também é importante desenvolver estratégias e ferramentas que mantenham os colaboradores jovens comprometidos com a empresa e motivados a suas atividades laborais. E o primeiro passo, segundo Juliana, é saber ouvir. “O jovem gosta de se sentir como parte do negócio. Proporcionar um ambiente de trabalho menos formal e com autonomia e espaço para ideias e principalmente reconhecimento”, comenta. As perspectivas e possibilidades de carreira também devem estar muito claras, ou seja, onde ele pode chegar.
VANTAGENS
Apesar dos desafios, há muitos benefícios em se trabalhar com o público jovem, de acordo com a gerente de RH da Vector. “São pessoas ousadas, com grande facilidade de aprendizado e adaptação, facilidade em acompanhar as mudanças tecnológicas e organizacionais, possuem grande influência nas redes sociais, são empreendedores e possuem alta energia para execução de tarefas”, argumenta. Para a executiva, as organizações que souberem utilizar essas vantagens e características a seu favor, terão um grande diferencial no mercado. “Sabemos como é delicado transformar comportamento e isso repercute diretamente em produtividade e, consequentemente, em lucratividade. O importante é que a alta direção apoie e incentive uma gestão de pessoas focada nas necessidades desse público, desta forma será mais fácil atingir os objetivos organizacionais”, completa.