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Oportunidades para a liderança feminina

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Autor: Eduardo Shinyashiki


No atual cenário social, cultural e empresarial mundial presenciamos uma ocupação cada vez maior e significativa da força e da liderança feminina, movimento de mudança irreversível, no qual homens e mulheres se encontram, a cada dia mais, caminhando juntos.


As mulheres passaram pela luta pela emancipação, defenderam a identidade feminina e continuaram no caminho de superação dos obstáculos culturais, típicos de uma sociedade machista, e ampliando os papeis femininos limitados e estereotipados.


A partir dos anos 1970 elas assumiram cada vez mais espaço no mercado de trabalho, nos anos 1990 fortaleceram esta presença e ocuparam cargos estratégicos de liderança, dividindo posições de comando com a liderança masculina. Mesmo assim, as mulheres ainda encontram muitos obstáculos na carreira.


Existem fatores socioculturais, ligados à organização do mundo coorporativo que, tradicionalmente e por muitos séculos, foi masculina, e onde o papel da mulher na sociedade era limitado a cuidar da casa e da família, sem ajuda dos homens nos compromissos familiares.


Os modelos de atuação a disposição nas corporações, exemplos de referência para se inspirar, eram modelos quase que exclusivamente masculinos. De repente, a mulher tinha este padrão para seguir, e assumiu, em algumas circunstâncias, os comportamentos e os excessos dos exemplos disponíveis.


Existem também fatores internos a pessoa, ligados a como ela mesma enfrenta e supera os fatores socioculturais do passado, a como se valoriza e cria confiança nas próprias potencialidades e competências, e como transforma crenças e condicionamentos pessoais.


Além disso, existe um dos maiores desafios que a mulher enfrenta, atualmente: o dilema de como equilibrar a carreira, a família e os relacionamentos, a vida pessoal. Desafio cotidiano, como o malabarista que, com habilidade, joga bolinhas no ar e as pega de volta. Como pegar de volta as “bolinhas” do escritório, casa, marido, filhos, pais, amigos, cuidado consigo mesma, cobrança de dar conta de tudo, sem deixar cair nenhuma? O que fazer para manter tudo em equilíbrio?


Cada vez mais a mulher reconhece a importância do seu papel profissional e de manter a própria identidade, aprofundar o autoconhecimento e a inteligência emocional e ter claros os objetivos da sua carreira e prioridades pessoais, construindo as competências e a consciência das próprias potencialidades e habilidades, e se perguntando: que modelo feminino de referência serei para as novas gerações?


O dado de realidade é que as empresas necessitam, cada vez mais, do talento e da liderança feminina cujas características, como por exemplo, flexibilidade, adaptabilidade, inovação, imaginação, que até pouco tempo atrás eram consideradas pouco adequadas à gestão de uma empresa, começam a ser consideradas importantes para promover mudanças nas organizações, e para guiar os colaboradores nos novos desafios que os tempos atuais exigem.


As oportunidades femininas no mercado de trabalho crescem na mesma proporção que os desafios, e é de extrema importância que os obstáculos e os novos paradigmas sociais e culturais sejam não somente algo a ser superado pelas mulheres, mas que seja um ensinamento e um momento de crescimento para homens, mulheres, famílias e empresas.

Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das competências de liderança

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