Recebi feedback, e agora?

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Receber um feedback negativo é difícil para quase todos os profissionais, concordar ainda mais. Apesar disso, é fundamental para o crescimento profissional, isso claro, se souber ouvir, absorver e transformar o feedback em uma oportunidade de desenvolvimento, segundo Geovana Magalhães, gerente de desenvolvimento de lideranças e engajamento da consultoria LHH|DBM. Mas como fazer isso? Como perceber os pontos levantados e transformá-los em algo positivo?
Primeiro é importante entender que não existe feedback negativo, de acordo com a especialista. “Costumo dizer que feedback negativo é aquele que é dado de forma errada. Acredito que feedback é sempre positivo, pois reforça os comportamentos que geram bons resultados financeiros, de relacionamento, entre outros. Quando necessário, o feedback promove a consciência de fatores que necessitam de aprimoramento para a melhoria da performance ou o direcionamento na carreira,  facilitando o desenvolvimento do profissional”, diz Geovana.
Um posicionamento calmo e de bom ouvinte por parte do profissional que recebe o feedback também é fundamental. “É primordial que ele receba o feedback como um presente. Além disso, estar aberto ao diálogo também faz diferença, pois assim ele conseguirá compreender o impacto de suas ações no dia a dia da empresa”, explica a gerente.
Já quando a situação é contrária, ou seja, quando o profissional não concorda com o feedback dado, ele deve pedir ao chefe mais exemplos de comportamentos que ilustrem a situação abordada. Para Geovana, se mesmo assim não concordar, a pessoa tem dois caminhos: o primeiro é, de forma tranquila e ponderada, trazer para a conversa exemplos que demonstrem os comportamentos esperados. E o segundo é refletir, por que esta pessoa está formando esta imagem sobre mim? Que comportamentos eu estou emitindo para que esta imagem seja criada?. “O importante é lembrar que esses dois caminhos são complementares e não excludentes”, ressalta.
O próximo passo ideal é o profissional estabelecer um objetivo claro de desenvolvimento e traçar ações que reflitam em mudança de comportamento no dia a dia, compartilhando-as com o seu gestor. “A realização de cursos também é válida, mas eles representam apenas 10% das iniciativas necessárias”, conclui Geovana.