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A crise passou, e agora?

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A crise econômica não chegou com toda força ao Brasil como muitos temiam. Mas a grande notícia mesmo é que a recuperação já começou. Isso foi consenso geral entre os executivos que participaram do primeiro painel do VIII Encontro com Presidentes, realizado nesta quarta (25/11), em São Paulo. Raul Aguirre, da AT Kearney, comentou que nos próximos anos a recuperação será gradual e, no longo prazo, as perspectivas de crescimento da economia são positivas. “Porém, há pontos de atenção, como o aumento do desemprego, crescimento da inadimplência, falta de solidez dos bancos, ações pouco convencionais do FED e o aumento drástico do consumo”, alertou.

 

Já Paulo Renato Souza, secretário da educação do Estado de São Paulo, vê na continuidade do modelo de política que existe hoje no Brasil o caminho para o crescimento. “É preciso refletir nas próximas eleições e exigir dos candidatos que definam as bases para o futuro e fechem um compromisso com a democracia”, ponderou. A opinião foi dividida com José Maria Chapina Alcazar, da Sescon-SP, que considera importante as lideranças empresariais assumirem as suas responsabilidades para evitar que quem tenha o poder não tome conta de tudo. “Já o que me preocupa é o aspecto humano, com sonhos sendo destruídos e a insatisfação de muitos com a elite brasileira”, disse Roberto Duailibi, da DPZ. O presidente da agência teme a percepção da população frente às injustiças presentes na sociedade. Weslyeh Mohriak, da Peppers & Rogers Group, acredita que o momento pede uma mudança de poder. “Nosso curto prazo precisa ter uma visão de longo prazo. E o que vejo é a busca por uma perpetuação de uma política que visa resultados daqui 10, 20 anos. Isso poderá trazer novas crises”, explicou.

 

Um setor que sai fortalecido da crise é o de crédito. Apesar do período difícil, a expectativa é que o crédito no Brasil represente mais de 50% do PIB. “Isso foi possível porque hoje já possuímos um sistema financeiro eficiente. O Brasil deu uma lição para outros países nessa crise”, comenta Adalberto Savioli, da Acrefi. O executivo acredita que o grande desafio agora é desenvolver ferramentas para aumentar a oferta do crédito. O otimismo foi compartilhado por João Leme, do iGeoc. “O país cresceu e, o mais importante, houve inclusão econômica. Vejo com otimismo os próximos anos, com retomada do emprego e estabilidade econômica”, comentou.

 

Outro mercado que continua forte é de contact center, como mostrou Paulo Neto Leite, da ABT. Hoje, o setor está entre os que mais geram emprego no País. Porém, Leite comentou a falta de incentivo do governo. Outro empecilho apontado pelo presidente da ABT é a questão da educação, “é preciso investir na capacitação dos jovens, pois temos condições de ter a maior plataforma de atendimento do mundo.” Já o setor de comunicação, representado no Encontro por Elza Tsumori, da Ampro, viu a crise como oportunidade para mudar paradigmas. “Esse é o momento de inovar nos modelos de negócios”, disse Elza.

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A crise econômica não chegou com toda força ao Brasil como muitos temiam. Mas a boa notícia mesmo é que a recuperação já começou. Isso foi consenso geral entre os executivos que participaram do primeiro painel do VIII Encontro com Presidentes, realizado nesta quarta (25/11), em São Paulo. Raul Aguirre, da AT Kearney, comentou que nos próximos anos a recuperação será gradual e, no longo prazo, as perspectivas de crescimento da economia são positivas. “Porém, há pontos de atenção, como o aumento do desemprego, crescimento da inadimplência, falta de solidez dos bancos, ações pouco convencionais do FED e o aumento drástico do consumo”, alertou.

 

Já Paulo Renato Souza, secretário da educação do Estado de São Paulo, vê na continuidade do modelo de política que existe hoje no Brasil o caminho para o crescimento. “É preciso refletir nas próximas eleições e exigir dos candidatos que definam as bases para o futuro e fechem um compromisso com a democracia”, ponderou. A opinião foi dividida com José Maria Chapina Alcazar, da Sescon-SP, que considera importante as lideranças empresariais assumirem as suas responsabilidades para evitar que quem tenha o poder não tome conta de tudo. “Já o que me preocupa é o aspecto humano, com sonhos sendo destruídos e a insatisfação de muitos com a elite brasileira”, disse Roberto Duailibi, da DPZ. O presidente da agência teme a percepção da população frente às injustiças presentes na sociedade. Weslyeh Mohriak, da Peppers & Rogers Group, acredita que o momento pede uma mudança de poder. “Nosso curto prazo precisa ter uma visão de longo prazo. E o que vejo é a busca por uma perpetuação de uma política que visa resultados daqui 10, 20 anos. Isso poderá trazer novas crises”, explicou.

 

Um setor que sai fortalecido da crise é o de crédito. Apesar do período difícil, a expectativa é que o crédito no Brasil represente mais de 50% do PIB. “Isso foi possível porque hoje já possuímos um sistema financeiro eficiente. O Brasil deu uma lição para outros países nessa crise”, comenta Adalberto Savioli, da Acrefi. O executivo acredita que o grande desafio agora é desenvolver ferramentas para aumentar a oferta do crédito. O otimismo foi compartilhado por João Leme, do iGeoc. “O país cresceu e, o mais importante, houve inclusão econômica. Vejo com otimismo os próximos anos, com retomada do emprego e estabilidade econômica”, comentou.

 

Outro mercado que continua forte é de contact center, como mostrou Paulo Neto Leite, da ABT. Hoje, o setor está entre os que mais geram emprego no País. Porém, Leite comentou a falta de incentivo do governo. Outro empecilho apontado pelo presidente da ABT é a questão da educação, “é preciso investir na capacitação dos jovens, pois temos condições de ter a maior plataforma de atendimento do mundo.” Já o setor de comunicação, representado no Encontro por Elza Tsumori, da Ampro, viu a crise como oportunidade para mudar paradigmas. “Esse é o momento de inovar nos modelos de negócios”, disse Elza.

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