A Internet no Brasil

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Quase metade dos brasileiros que usa a Internet para questões particulares acessam redes de relacionamento. A maioria da população espera que todo o conteúdo oferecido na Internet seja gratuito e acredita que a rede mundial de computadores tem uma influência positiva na sociedade. Essas informações compõem o estudo global “Internet Use”, da GfK Brasil, empresa de pesquisa, que entrevistou 1.000 brasileiros com mais de 18 anos de 12 capitais ou regiões metropolitanas.

 

A pesquisa constatou que as redes de relacionamento são a principal razão que leva os brasileiros a utilizarem a web para fins particulares, já que, entre as pessoas que usam a Internet, 47% acessam redes como Orkut, Facebook, Twitter e MySpace. Esse percentual é ainda maior entre as mulheres e as faixas etárias mais baixas.

 

A troca de e-mails com familiares ou amigos aparece logo atrás (44%) como a segunda colocada dentre os usos; neste quesito também há predominância das mulheres. Empatadas, com 40%, estão o acesso a informações gerais, como sites de busca, enciclopédias colaborativas ou números de telefone, e a leitura de notícias. Porém, enquanto o hábito de acompanhar os acontecimentos é mais percebido entre a classe AB (45,5%) e pessoas entre 35 e 44 anos (48%) e com mais de 55 anos (55%), os acessos a dados gerais é mais comum entre mulheres (45%).

 

A rede mundial de computadores é vista de forma positiva pelos brasileiros: 67% dos entrevistados afirmaram achar que a Internet influencia positivamente a sociedade, enquanto 30% consideram a influência neutra. Apenas 3% acreditam que ela tenha influência negativa.

 

Com relação ao quão disposto o brasileiro estaria em pagar por conteúdo da Internet, a exemplo do que aconteceu em outros países, a grande maioria das pessoas (80%) espera que o conteúdo da Internet seja oferecido gratuitamente. Para isso, a maior parte (56%) não se importaria que os provedores se utilizassem da venda de espaço publicitário ou outras ferramentas de marketing para cobrir os custos e ainda ter lucro, já 24% querem o conteúdo gratuito e sem propagandas. Apenas 5% estão dispostos a pagar por conteúdos específicos na Internet, mesmo que as páginas apresentem propagandas e 4% estão dispostos a pagar por conteúdo desde que ele não tenha propagandas.