A relação do brasileiro com a casa mudou

Pesquisas no Google mostram que, mesmo com o fim da pandemia, 57% seguirão tendo o lar como uma prioridade nos investimentos

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Fábio Garcia, head de negócios para o segmento de Varejo do Google Brasil
Fábio Garcia, head de negócios para o segmento de Varejo do Google Brasil

A pandemia da Covid-19 e as restrições de circulação impostas em todo o mundo trouxeram mudanças na forma como as pessoas se relacionam com suas casas. O Google, tentando entender o impacto na vida dos brasileiros, realizou dois estudos que revelam: as pessoas estão mais abertas a mudar de casa e, mesmo aqueles que não querem ou não podem fazer isso neste momento, a sua relação com o ambiente em que vivem vem se transformando ao longo do tempo.

De acordo com as sondagens, quando o assunto é trocar de casa, a procura por imóveis no Google cresceu 23% no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. Termos como “imobiliária” (+93%) e “aluguel de imóveis” (+57%) também registraram aumento nas buscas no período.

Já no caso dos móveis, a procura por itens como “sofás confortáveis” cresceu 96% e as mesas ou escrivaninhas multifuncionais chegaram a dar um salto de 240%, considerando o período entre abril de 2020 e março de 2021 e o mesmo período do ano anterior. Itens para a otimização do espaço também ganharam destaque, com buscas por móveis e ambientes pequenos crescendo 60%, móveis e itens de casa dobráveis aumentando 73% e móveis modulares superando 100% de crescimento nesse mesmo período.

A casa virou lar
Pesquisa on-line realizada pelo Google, em junho, junto a mil brasileiros, aponta que a relação com a casa mudou para 42% dos entrevistados, que passaram a se sentir mais conectados a ela durante a pandemia. Além disso, outros 57% declararam que, mesmo quando a pandemia acabar, a casa seguirá sendo uma prioridade de investimento e que 43% pretendem comprar algum item novo para o imóvel nos próximos 12 meses.

Contudo, essas compras acontecem em um novo contexto de motivações. “A necessidade que os brasileiros sentem em adaptar o lar à rotina pandêmica vem dando lugar à intenção de compra impulsionada pela retomada dos planos que voltam a sair do papel”, destaca Fábio Garcia, head de negócios para o segmento de Varejo do Google Brasil. “Um exemplo é que, na nossa pesquisa, identificamos que as compras mais circunstanciais motivadas por uma adaptação da rotina na pandemia caem de 29% para 14%, já as compras relacionadas a uma mudança de imóveis sobem de 15% para 20%.”

A sala foi um dos ambientes que mais absorveu as atividades que antes eram feitas em outros locais, se tornando o principal espaço de trabalho, lazer e convívio. E ainda que algumas dessas atividades estejam de volta às ruas, a sala continua um cômodo central. Para 41% dos brasileiros entrevistados na pesquisa, a sala será o principal cômodo a ganhar um item novo nas compras futuras de artigos para a casa.

Além dos móveis e dos itens já citados, a cozinha também foi impactada e as pessoas estão mais interessadas em itens que facilitem a organização e a execução de receitas. A seguir, alguns itens que apresentaram aumento expressivo durante a quarentena e seguiram crescendo no 1.o. semestre de 2021, em relação ao mesmo período no ano passado: Airfryer (+32%), Sanduicheiras (+22%), Torradeira (+24%), Microondas (+12%), Potes organizadores (+11%) e Cafeteira (+12%).

Para o quarto, as buscas giram em torno de itens de conforto com alguma funcionalidade, como cama-baú seguem crescendo com alta de 17% e caixas organizadoras e cabides (+12%) considerando o primeiro semestre de 2021 e o mesmo período do ano anterior.

Mercado imobiliário
Outra pesquisa on-line sobre imóveis, realizada pelo Google com mil brasileiros, em setembro, mostra que preço (41%) e localização (35%) ainda são as características mais importantes para o consumidor ao buscar um novo lar. A busca tem mostrado também que, com a progressão da vacinação, os consumidores estão buscando atributos como salão de festas (+91%). Nos meses mais agudos da pandemia, a varanda era o atributo mais cobiçado.

De acordo com o levantamento, 66% dos brasileiros afirmam que fazem buscas por imóveis na internet para ver como está o mercado imobiliário e 22% dizem que se desanimam com a possível burocracia na hora de fechar um contrato.

“Ao buscar sobre imóveis, o consumidor costuma pensar muito, já que é um item de alto valor e a decisão é, em geral, feita em conjunto com familiares e amigos”, afirma André Gibin, head de insights para o segmento de Aplicativos e Serviços do Google Brasil. “A pesquisa mostra que cerca de 20% dos consumidores visitam mais de cinco imóveis antes de fechar um negócio.”

Para quem busca por aluguel, 31% dos entrevistados disseram querer se mudar porque a casa não atende mais suas necessidades. Já entre aqueles que têm intenção de compra, 40% dizem querer realizar o sonho da casa própria e outros 21% querem mudar porque o imóvel atual não atende as necessidades.

Quando perguntados sobre os fatores mais importantes ao buscar por imóveis em sites e aplicativos, o preço (40%), a qualidade e quantidade das fotos (33%) e a disponibilidade de detalhes sobre os imóveis (28%) são os principais atributos considerados pelo consumidor.