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Aceitação do PIX no e-commerce triplica

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O pico da performance do PIX em 2021 foi verificado pela sondagem em novembro, quando sua aceitação chegou a 59,3%. “A pequena oscilação negativa entre novembro e dezembro, para a casa dos 55,9%, não compromete as perspectivas favoráveis para a modalidade em 2022”, na visão de Gastão Mattos, cofundador e CEO da Gmattos.

A velocidade com que se deu o crescimento da aceitação do PIX é o grande destaque entre os meios de pagamento no e-commerce brasileiro ao longo de 2021. É o que aponta a pesquisa “Estudo de Pagamentos” da consultoria Gmattos. A empresa consolidou, em dezembro, a edição mais recente do levantamento efetuado durante todo o ano, monitorando bimensalmente a aceitação de diversas modalidades de pagamento digitais no país. Segundo o estudo, o PIX, que era aceito por 16,9% das lojas em janeiro, atingiu o patamar de adoção de 55,9% em dezembro, uma variação positiva de 39 pontos percentuais, indicando que a aceitação desse meio mais do que triplicou no período. Esse desempenho o consolidou, ao final do ano, na terceira posição do ranking das formas de pagamento no comércio eletrônico no país.

O pico da performance do PIX em 2021 foi verificado pela sondagem em novembro, quando sua aceitação chegou a 59,3%. “A pequena oscilação negativa entre novembro e dezembro, para a casa dos 55,9%, não compromete as perspectivas favoráveis para a modalidade em 2022”, na visão de Gastão Mattos, cofundador e CEO da Gmattos.

De acordo com o executivo, trata-se de um ajuste de integração. “O primeiro ano do PIX serviu de aprendizado para muitas lojas. Algumas adotaram uma abordagem simplificada para integrar o novo meio de pagamento e possivelmente observaram índices de conversão abaixo do esperado. Estimo que, já neste início de 2022, haverá uma retomada no crescimento da aceitação do PIX, desta vez de forma mais madura, com integrações mais completas.”

A adesão expressiva de consumidores — quase 110 milhões de pessoas físicas cadastradas em dezembro de 2021 — a esse modo de pagamento foi um apelo para a sua aceitação por parte dos lojistas, mas outros fatores a influenciaram, como a alta conversão de carrinho (de 60% a 90%) atingida pelo PIX, de duas a três vezes superior à do débito, por exemplo. “Esse aspecto favorável se justifica pelo fluxo positivo de experiência de compra propiciado ao consumidor pelo meio, uma característica também constatada pelo estudo ao analisar a usabilidade do PIX em 16 lojas durante o ano. Os próprios lojistas passaram a estimular o uso do PIX, a partir de meados de 2021. Descontos e frete grátis foram as estratégias usuais de incentivo”, acrescentou Mattos.

A Gmattos também estima trimestralmente a participação do PIX no volume de transações comerciais como um todo no país, na base do total de pagamentos com cartões nas lojas. Para tanto, combina informações do BACEN, sobre o uso do PIX, e da Abecs – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, sobre pagamentos eletrônicos, tendo o cuidado de, nos cálculos, considerar que parte das transações P2B (pessoas para CNPJs) não pode ser comparada com transações de pagamento via cartão, como no caso de honorários de profissionais liberais. “Os indicadores da Gmattos neutralizam esse tipo de distorção”, ressalta o CEO.

Dessa maneira, no terceiro trimestre de 2021, a participação do PIX nos pagamentos por meios eletrônicos no comércio brasileiro, tanto virtual quanto presencial, alcançou 2,7%, ante 1,16% no primeiro trimestre e 2,16% no segundo. Para Mattos, “essa performance pode ser considerada como muito positiva, uma vez que o volume do uso de cartões de pagamento cresceu quase 35% no ano passado em comparação a 2020, e o PIX completou seu primeiro ano de operação”.

Boletos e cartões de crédito
No começo, esperava-se que o PIX substituísse os boletos, mas não foi o que aconteceu. O Estudo de Pagamentos Gmattos mostra que o boleto se manteve firme ao longo de 2021 no segundo lugar entre os meios de pagamento no e-commerce brasileiro, permanecendo no patamar de 75% de aceitação. Em dezembro, ela foi de 74,6%, mesmo percentual verificado em janeiro. O melhor desempenho da modalidade se deu em março, maio e setembro: 83%.

Na percepção do executivo, “embora seja um meio até arcaico de pagar, com conversão média de 50%, indicando que metade dos boletos não são pagos por desistência do consumidor, as lojas oferecem essa alternativa entendendo que parte das pessoas não teria outra opção de pagamento, caso dos não bancarizados ou clientes sem cartão de crédito ou limite para comprar”.

Apesar da tradicionalidade do método, o mercado on-line encontrou caminhos para inovar em funcionalidades do boleto em 2021. Entre as novidades, destaque para o boleto parcelado, presente em lojas com tíquete médio elevado, e o boleto com confirmação online para pagamento em lotéricas. Gastão Mattos pondera que, mesmo com a ascensão significativa do PIX, a segunda posição do boleto entre os meios de pagamento mais aceitos pelo comércio eletrônico brasileiro não deve ser ameaçada em 2022.

Quem mais perdeu espaço no e-commerce com o advento do PIX foi o débito. Sua aceitação média caiu do patamar de 40% no início de 2021 para 30,5% em dezembro. O débito bandeira apresentou maior queda no primeiro semestre, recuperando parte do terreno perdido no segundo. A oscilação do débito banco foi de 26,7% em janeiro para 18,6% em dezembro.

As wallets mantiveram estabilidade em sua aceitação ao longo do ano, no patamar de 50% (49,1% em dezembro). Suas vantagens estão na usabilidade para o comprador e uma melhor gestão de risco para o vendedor.

Por sua vez, o cartão de crédito reinou absoluto em 2021 como o meio de pagamento mais aceito pelas lojas digitais, de acordo com o levantamento. Sua performance se manteve na casa dos 98,3% em todas as edições do levantamento da consultoria, entre janeiro e dezembro. Funcionalidades como o parcelamento dito “sem juros” e pontuação em programas de milhagem incentivam o consumidor a utilizar a modalidade. Para o lojista, as formas de tokenização cada vez mais frequentes potencializam a conversão do pagamento. Embora o crédito represente um risco considerável de fraude (chargeback), os lojistas são obrigados a se render a essa maneira de recebimento dada a sua conveniência para o comprador.

A mais recente edição do Estudo de Pagamentos Gmattos analisou 59 lojas on-line de destaque no mercado brasileiro, dos mais diversos segmentos, as quais, juntas, representam 85% do comércio eletrônico do país. A maior parte das observações dessa edição aconteceu entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2021.

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