Black Friday: como o e-commerce deve usar a tecnologia a seu favor

Alavancas dos negócios englobam agora IoT, manutenção preditiva, acompanhamento mecanizado, entre outros recursos 

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Eduardo Borda, vice-presidente da Softline Brasil
Eduardo Borda, vice-presidente da Softline Brasil

Autor: Eduardo Borba

Os e-commerces do país deverão movimentar R$6,38 bilhões somente nas primeiras 24 horas da próxima Black Friday, de acordo com o estudo da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Ou seja, a estimativa representa um crescimento de 25% sobre o faturamento registrado no ano de 2020, que já havia sido positivo em razão da aceleração digital impulsionada pela pandemia do novo coronavírus. Para se ter uma ideia, no ano passado, as vendas na data ultrapassaram R $5,1 bilhões.

Os números impressionam. Portanto, a data, que é considerada a principal época para o varejo, principalmente o online, terá uma movimentação maior do que a do ano anterior: serão mais de 10,28 milhões de pedidos ao longo da Black Friday, sendo que o tíquete médio será mais baixo, em torno de R$ 620, enquanto no ano passado, o valor médio foi de R$ 668,70.

Diante deste cenário, o momento é oportuno para se discutir como os e-commerces precisam operar para não deixar furos com seus consumidores. Afinal, o ambiente digital onde esses sites estão hospedados é repleto de detalhes que devem ser analisados de perto para que possam oferecer a melhor experiência ao usuário.

Um dos segredos para otimizar um e-commerce está em usar a tecnologia como alavanca. Sim, você pode até achar que a frase parece óbvia… Mas, hoje, existem muitas novidades, que englobam Internet das Coisas (IoT), manutenção preditiva, acompanhamento mecanizado, entre outros.

Por exemplo, você sabia que existe a possibilidade de usar uma câmera acoplada a um software do Analytics, capaz de verificar um problema de qualidade relacionado ao número de série de produtos, por exemplo? Estamos falando de funcionalidades que possuem a função de abordar aplicativos voltados para e-commerce e dados, bem como catálogos de ofertas, anunciantes, marketplace, meios de pagamento, logística e, obviamente, como funcionam suas aplicações. Além disso, é necessário abordar como o open banking e os pagamentos podem se tornar mais ágeis e seguros através de otimização de aplicações. Afinal, quanto mais aplicações, menos repetições.

Tudo isso deve ser avaliado por especialistas, pois de nada adianta anunciar o seu produto na internet por um preço atrativo e não conseguir entregar um serviço de qualidade e que seja capaz de fidelizar o seu cliente, posteriormente. E, com a chegada da Black Friday, vale a pena refletir sobre o tema. Além das cifras e do caixa saudável, assegurar que seu e-commerce esteja atualizado e seguro é essencial para se manter no mercado e conquistar um lugar de destaque entre tantos concorrentes.

Eduardo Borda é vice-presidente da Softline Brasil.