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São Paulo, Brasil - 27 de fevereiro de 2024, 10:36

Como conciliar gerações e promover um ambiente profissional mais inclusivo

Felizitas Lichtenberg, head global de diversidade e inclusão da SumUp

As empresas devem buscar equilíbrio entre modelos de trabalho de amplitude geracional e buscar um nível ideal de flexibilidade com inclusão e diversidade

Autor: Felizitas Lichtenberg

Durante décadas, o mundo profissional viu a chegada de novas gerações, cada uma com suas próprias crenças, atitudes e visões de mundo. Contudo, por mais que os chamados Boomers, Millennials e Geração Z tenham nascido em momentos diferentes da sociedade e, consequentemente, crescido em um mundo com valores distintos e em constante mudança, é papel dos gestores conciliar as diferenças e buscar um ambiente seguro para todos.

Há três iniciativas que líderes podem tomar para criar um espaço intergeracional inclusivo nas empresas:

  1. Superar o conflito de gerações

Para evitar cair em armadilhas de estereótipos, é fundamental eliminar preconceitos ligados a cada idade. Nem todos os Boomers se opõem à mudança; os Millennials não são todos amantes da tecnologia; e, na Geração Z, nem todos são obcecados pelas mídias sociais. Cada pessoa é única e fazer generalizações com base na idade ou no sexo não é apenas injusto, mas também inútil.

A desconstrução também implica em reconhecer que um CEO pode estar na casa dos 20 anos e ainda ter o mesmo nível de autoridade que um CEO de 50 anos. As empresas devem incorporar este novo paradigma na sua estratégia de negócios, uma vez que as regras do mundo corporativo mudaram. As companhias devem se beneficiar do desenvolvimento de um ambiente de trabalho em que todos, independentemente da idade, sejam respeitados pelos seus talentos, experiência e ideias.

2.              Criar um ambiente flexível e atencioso

A flexibilidade tornou-se uma grande prioridade para profissionais mais jovens, especialmente por causa de mudanças trazidas pela pandemia e uma busca mais intensa por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

De acordo com um estudo realizado pelo Chartered Institute of Personnel and Development (CIPD), 71% dos trabalhadores consideram um padrão de trabalho flexível importante quando consideram uma nova função, enquanto 69% valorizam a capacidade de trabalhar remotamente. Em contrapartida, pessoas mais velhas valorizam mais ambientes de trabalho seguros e estáveis. 

As empresas devem buscar um equilíbrio entre modelos de trabalho que funcionem para todas as gerações e buscar um nível ideal de flexibilidade: elas devem, por exemplo, ser compreensivas para ausências causadas pela criação dos filhos, cuidado dos pais e doenças, bem como incentivar visitas ao escritório: trabalhar fisicamente no mesmo ambiente contribui para a socialização e a cooperação, facilita a convivência de diferentes gerações e fortalece a cultura da empresa. 

3.              Promover a diversidade e a inclusão

A diversidade vai muito além das diferenças geracionais. Ao celebrar essas diferenças, criamos um ambiente onde todos são respeitados e valorizados pelo que são. As empresas precisam se envolver ativamente na procura de talentos diversos, não só para cumprir os requisitos legais, mas também para colher os benefícios tangíveis de uma equipe multicultural e multigeracional. Empresas com equipes diversas são 19% mais inovadoras que a média, de acordo com pesquisa da Boston Consulting Group.

Diversidade e inclusão precisam estar juntas. É fundamental estabelecer um ambiente onde todos se sintam acolhidos e integrados. As empresas só podem compreender os desejos dos seus consumidores, oferecer melhores produtos e serviços e aumentar a sua conveniência se forem diversificadas.

Vale dizer que não basta apenas contratar talentos de diferentes grupos sub-representados. As empresas precisam oferecer oportunidades justas de desenvolvimento profissional e fazer com que todos os colaboradores se sintam valorizados e ouvidos. As organizações que conseguirem promover um ambiente de trabalho flexível e unir as gerações serão aquelas que determinarão como o trabalho se desenvolverá no futuro.

Felizitas Lichtenberg é head global de diversidade e inclusão da SumUp.

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