Conselhos para priorizar a inovação

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O último estudo da revista The Economist, que analisou 83 países em um período de quatro anos (2004-2007), classificou o Brasil como o 49º em termos de inovação. Por outro lado, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil é líder em inovação tecnológica na América Latina e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que a taxa de inovação da indústria e do setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nacional cresceu de 34,4% no período 2003-2005, para 38,6% entre 2006 e 2008. Então por que a nossa classificação no ranking mundial de inovação ainda é tão baixa?


Valter Pieracciani, sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, diz que o grande problema das empresas brasileiras não é a falta de ideias e sim a falta de reconhecimento do potencial destas grandes sugestões que surgem todos os dias, desde o chão de fábrica até os altos executivos. “A maioria das empresas não conseguem nem identificar o surgimento da ideia inovadora, que acaba se perdendo dentro de processos burocráticos e equipes que não se comunicam corretamente”, analisa.


Para contribuir com as companhias que desejam iniciar 2011 pensando na inovação de seus produtos, serviços ou processos internos, Valter Pieracciani dá dez dicas fundamentais:


As pessoas estão ao centro da inovação. Assegure-se que suas equipes conheçam, de fato, as técnicas para a geração de inovações (seis chapéus, brainstorming, mapas mentais e etc.). Muitos profissionais pensam que conhecem, mas poucos realmente usam e aplicam estas valiosas ferramentas na prática.


Lembre-se dos processos. Não há inovação sistemática, repetida, sustentável, sem um caminho ou um conjunto de etapas predefinidas. Isso é fundamental para que as ideias surjam e fluam até se tornarem projetos de inovação. Desenhe este caminho, pensando em como aconteceu sua última grande inovação.


Deve existir um habitat para a inovação. O ambiente físico deve privilegiar a ação integrada das equipes, a comunicação e sinergização das ideias e a criatividade. Deve ser descontraído e alegre. 


Os relacionamentos são importantes, afinal ninguém faz inovação sozinho. A empresa deve relacionar-se ativamente com universidades, institutos de pesquisa, clientes e fornecedores, potencializando assim os resultados.     


Velocidade: o mundo está “girando” muito depressa.  Tão importante quanto ser inovador é ser rápido e chegar primeiro. É por este motivo que devemos nos comparar o tempo todo a nossos concorrentes e estar seguros de que somos mais rápidos que eles.


A tecnologia é um combustível valioso para a inovação. Novas tecnologias que podem impactar diretamente nosso negócio surgem todos os dias. Temos que acompanhá-las de perto e estarmos sempre prontos para incorporá-las.


A inovação não sobrevive em estruturas organizacionais compartimentadas e cheias de caixinhas. Os organogramas devem assegurar flexibilidade, privilegiar a gestão de projetos e os arranjos “ad hoc”.
A sua empresa não evoluirá se não forem estabelecidos indicadores que meçam a inovação e as metas. Estes devem ser permanentemente monitorados.


Não esqueça os valores. É fundamental ter cuidado com as diferenças entre discurso e a realidade. Na “usina de inovações” há tolerância ao erro e afinidade com o risco. Experimenta-se mais e “benchmarkeia-se” menos.


Todas as condutas acima reforçarão a cultura de inovação da sua empresa, na qual arrisca-se mais, pensa-se “fora da caixa” e faz-se diferente o