IBM desenvolve soluções de Grid Computing

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A IBM desenvolveu 19 ofertas de Grid Computing para as mais diversas áreas de indústria: financeira, automotiva, ciências da vida, manufatura, agricultura, pesquisa e desenvolvimento, universidades e governo. São soluções focadas no core business de uma empresa, com o objetivo de resolver problemas críticos de negócio, nos quais recursos computacionais intensivos são requeridos.
Além de explorar o poder computacional eventualmente ocioso, o Grid Computing, permite a virtualização de recursos computacionais e de processamento de dados, utilização de banda de rede (network bandwidth) e capacidade de armazenamento de dados (storage) para criar uma única imagem de sistemas, o que possibilita aos usuários o acesso transparente a aplicações e a recursos heterogêneos e distribuídos. O conceito principal do Grid Computing é a utilização de um conjunto de padrões e protocolos abertos de mercado, por exemplo, o Open Grid Services Architecture (OGSA), que possibilita a comunicação através de ambientes heterogêneos e geograficamente dispersos.
Com o Grid Computing, as organizações podem otimizar o processamento de informações e recursos de dados, agrupá-los em um pool para atender altas cargas de processamento e compartilhá-los através de redes de comunicações, além de permitir a colaboração. Da mesma forma que um usuário Internet tem visão única de todo o conteúdo da Web, um usuário de um grid consegue enxergá-lo como único computador virtual. A solução permite ainda que empresas de pequeno porte tenham acesso a recursos avançados de computação, com capacidade de processamento, sem a necessidade de se investir em equipamentos, utilizando sistemas de qualquer porte, com Linux ou outro sistema operacional.
O Grid Computing está ligado a outro projeto da IBM, o Autonomic Computing, que começou a ser desenvolvido pela empresa em 1998 e tem como principal objetivo embutir inteligência e capacidade de auto-gerenciamento nos servidores da empresa. Desta maneira eles poderão se auto-configurar, proteger, otimizar e regenerar, transformando-se no coração da rede e na infra-estrutura para a implementação de Grids comerciais. “A utilização de padrões abertos de hardware e software, como Linux, são fundamentais para que tenhamos infra-estrutura capaz de suportar protocolos Grids e aplicações de diversas naturezas”, informa José Carlos Duarte Gonçalves, consultor sênior de arquiteturas de TI da IBM Brasil.