O digital fazendo a diferença na educação

Diretor da Kroton indica vasto campo de inovação que ajuda o negócio, bem como sua contribuição social

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Pedro Henrique Ferraz
Pedro Henrique Ferraz

O modelo de Ensino à Distância, o EAD, vem se expandindo graças ao avanço da transformação digital e à quebra dos preconceitos. Mais até do que um negócio, trata-se de uma estratégia de aprendizado que, somando-se ao inevitável presencial, abrirá mais portas para oportunidade de formação superior e, consequentemente, de empregos para os brasileiros. A análise faz parte da conversa, de hoje (16), com Pedro Henrique Ferraz, sales director na Kroton, na 79ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.br.

Ele contou que, imediatamente ao anúncio da pandemia, de um dia para o outro, literalmente, a Kroton conseguiu migrar uma base de quase um milhão de alunos do presencial para o EAD. “Transferimos todos para uma plataforma on-line de modo a garantir que as aulas teóricas não sofressem nenhum tipo de solução de continuidade. Uma ferramenta que apresenta alguns diferenciais para a disponibilização de conteúdo e aproveitamento dos alunos até o fim da quarentena.” De acordo com o executivo, foi passada uma mensagem clara a todas as as unidades do grupo que, independentemente das decisões oficiais, se garantisse segurança sanitária para todo o corpo discente, docente e administrativo.

O que possibilitou essa surpreendente agilidade na adaptação, segundo Ferraz, foi a expertise já adquirida e consolidada no modelo EAD. Também porque a empresa vem investindo muito no digital desde 2017. “Para o vestibular on-line, por exemplo, enquanto outras organizações buscam ainda como se moldar à inovação, a Kroton já tem essa ferramenta há mais de um ano.” Trata-se de uma ambiente extremamente seguro, asseverou, completamente antifraude, capaz de detectar e bloquear qualquer tentativa de desvio. Outra inovação foi a criação da Plataforma Pitágoras Ampli, modelo disruptivo que permite ao aluno baixar as aulas pelo celular e depois estudar off-line onde quiser.

“Somos o player líder do mercado do ensino superior privado”, acrescentou o diretor, “nesse sentido, a cultura é de constante evolução para nos mantermos nessa posição.” Para isso, a transformação digital entrou como prioridade. Uma mudança de mindset para a inovação em um setor muito tradicional. Na avaliação dele, nada menos que 32 milhões de brasileiros não tem graduação e sem saber que podem ter a oportunidade de acesso a esse tipo de educação de qualidade. “Um potencial de mercado muito grande, mas também um espaço enorme para contribuição social por meio do ensino acessível.” Um dos passos da organização nessa direção, também foi a implantação da plataforma Consultoria Educação. Um meio de facilitar o acesso e, ao mesmo tempo, formar empreendedores MEI na oferta do negócio do ensino de qualidade.

Com sete marcas próprias e mais de 1.200 pólos parceiros, no ano passado, acompanhando essa transformação digital, o grupo se reconfigurou surgindo a holding Cogna. Sob seu guarda-chuva, a marca Kroton centraliza as atividades no mercado de ensino B2C. Pelo último censo, informou o o executivo, 23% dos alunos de EAD para graduação são da Kroton. Fator preponderante para esse posicionamento, na concepção de Ferraz, é a cultura de inovação contínua, citando como exemplo o fato de a Kroton ser a parceira responsável pelas startups de educação no espaço de inovação Cubo Itaú. “Temos profissionais trabalhando ali de forma permanente e onde buscamos também novidades para agregar aos nossos serviços.”

Na visão de Pedro Henrique, os indivíduos das classes C, D e E, que formam o maior público potencial do mercado de educação superior, acabam, em sua maior parte, desistindo de estudar por causa das dificuldades. “Nossa missão, então, é mostrar a importância do estudo para essas pessoas. Porque, quando se olha, por exemplo, para a estatística do desemprego entre os graduados, nota-se que o índice cai pela metade. Essa é uma realidade. Então, incentivar o estudo neste segmento representa também um papel social muito relevante neste momento.” Nesse sentido, ele entende que o EAD contribui de forma significativa, pois permite que a Kroton, por exemplo, possa oferecer cursos de nível superior com mensalidades inferiores a R$ 169,00. “E isso abre portas não só para a formação de qualidade para essas pessoas, mas para capacitá-las a adquirir competências de utilidade prática no mercado.” Por isso, a organização criou, também, o projeto de Aliança pela Educação, oferecendo cursos totalmente gratuitos a qualquer interessado, ingressando-o, assim, nessa cultura do aprendizado. “No portal ´Conecta´, temos parcerias com empresas que nos permitem saber quais são aquelas competências efetivas. O prazer de vender o produto educação é saber que isso vai mudar positivamente a vida do indivíduo e sua família”, concluiu.

A entrevista, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube. Aproveite para também se inscrever e ficar por dentro das próximas lives. Amanhã (17), a série de entrevistas encerra a semana, com o “Sextou?” celebrando a 80ª. live, trazendo o tema das mulheres na liderança. A análise desse olhar feminino sobre as transformações terá a participação de Tatiane Panato, presidente da Algar Tech, Ana Marcia Lopes, vice-presidente de recursos humanos, responsabilidade social e ouvidoria da Atento Brasil, e Jaciguara Shibao, director business strategy na Microsoft.