O que se espera do CEO?

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Enquanto a longevidade dos seres humanos cresce, a longevidade dos executivos cai assustadoramente. O mercado está assistindo um festival mundial de demissões de CEOs. No varejo, no sistema financeiro, na indústria, nos serviços, a lei é uma só: ou ele consegue resultados de curto prazo, ou é trocado por novas promessas. Sempre existirá alguém que se julga capaz de promover uma reviravolta. Os CEOs entraram para o grupo de profissões de alto risco, que é ainda liderado pelos técnicos de futebol.


Mas o que se espera de um CEO? Segundo Gilberto Guimarães, diretor do Grupo BPI do Brasil, empresa especializada em gestão de carreira, acima de tudo, velocidade. “Hoje, não dá mais para esperar. Acionistas querem resultado rápido. Para conseguir isso é preciso coragem para tomar decisões, escolher e descartar. Não se pode errar. Para errar pouco, é preciso planejar, estar atento, observando, avaliando o que está acontecendo e o que vai alterar o futuro. É preciso aprender a antecipar. Como não dá mais para ser só, é preciso saber ouvir, conviver e influenciar”, afirma o executivo que foi capa da Revista ClienteSA de de Março (Ed. 69).


Para Guimarães, as lideranças nas empresas ainda não sabem como lidar com a permanente incerteza. O fato de viverem na instabilidade torna muito complicado fazer previsões do que vai acontecer com os negócios e, por conseguinte, do que vai ser a evolução das carreiras dos colaboradores. “As empresas devem adaptar-se no ´aqui-e-agora´, às evoluções do seu ambiente, enquanto que a gestão da carreira e das competências são atividades de longo prazo”, explica o especialista.


De acordo com o diretor do Grupo BPI do Brasil, por mais que os CEO´s sejam os que mais correm perigo nestes tempos de incerteza, existe uma aceleração do ritmo das empresas (ciclos de vida dos produtos, evoluções tecnológicas e organizacionais, mudanças sociais, etc) que afetam todas as áreas e funções de uma companhia. “Todos devem estar preparados para enfrentar uma mudança profunda e rápida da natureza do trabalho. Além disso, as ansiedades e expectativas dos empregados devem ser, muito mais do que antes, levadas em conta, porque o descontentamento e as frustrações podem originar disfunções prejudiciais ao desempenho global da organização”, conclui Guimarães.