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O sucesso e o potencial das femtechs

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Marina Ratton, Stephanie von Staa e Tati Sadala

Fundadoras de Feel, Oya Care e Todas Group debatem os avanços femininos que quebram tabus e criam negócios

O mercado de produtos e serviços voltados especificamente ao universo feminino apresenta um potencial construído a partir de algumas obviedades: trata-se de um público formado por mais de 50% da população mundial e que tem necessidades de grande recorrência, como ciclos menstruais, problemas de fertilidade, exponenciais desafios de crescimento profissional, etc. Em contraposição, por haverem alcançado avanços sociais significativos, mas ainda relativamente recentes na história, as mulheres apresentam demandas reprimidas em larga escala e que podem oferecer respostas muito positivas, tanto do ponto de vista social quanto em negócios. Essa realidade conduz ao surgimento das femtechs, startups que se debruçam em quebrar tabus culturais e conquistar rentabilidade e crescimento oferecendo às mulheres soluções que vão da saúde sexual à aceleração da carreira profissional, e que acarretarão em ganhos para a sociedade como um todo. Debatendo esses aspectos, o Sextou de hoje (29), reuniu Marina Ratton, fundadora da Feel, Stephanie von Staa, fundadora da Oya Care, e  Tati Sadala, cofundadora do Todas Group, dentro da 472ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Iniciando o bate-papo falando um pouco da Feel, startup especializada em conteúdos e cosméticos naturais e veganos voltados para a saúde sexual feminina, Marina afirmou que, a despeito dos significativos avanços que rompem preconceitos no tema da sexualidade, sempre alavancados pelas mulheres, há muito ainda o que ser trazido à tona, um aspecto que, segundo ela, diz respeito à sociedade como um todo e às políticas públicas. E explicou que, quando se fala de saúde sexual da mulher, não existe somente a questão do orgasmo, mas uma série de micro temas relevantes, tais como menstruação, puerpério, menopausa, etc. Tudo, enfim, que acaba interferindo nas atividades da mulher e na sua conexão com várias áreas.

Nesse sentido, quando pensou na criação da Feel, ao pesquisar esses temas junto a um grupo de mulheres, se sobressaiu de fato a percepção do pouco espaço existente para se falar com liberdade dos aspectos relativos à intimidade feminina. “Havendo raros debates e conteúdos a esse respeito, surge o problema da desinformação, que por si só já é um atraso cultural. E, diante de uma demanda não atendida de produtos e ferramentas para ajudar nessa jornada, nos levou a desenvolver um lubrificante íntimo, óleo de tratamento, sabonete, tudo com ingredientes naturais, etc., procurando entender e atender essa jornada.” Em resumo, ela assegura que o olhar feminino que alicerça a organização vem para  preencher o gap existente, com uma escuta ativa mais qualificada e uma maior empatia.

Já Stephanie, ao falar dos motivos que levaram à fundação da Oya Care, startup voltada aos aspectos da fertilidade da mulher, explicou que partiu de uma constatação: 80% das mulheres brasileiras visitam o ginecologista uma vez por ano, mas, fora desse momento, ficam sem qualquer apoio em relação aos diversos problemas relativos à saúde íntima. Resta a elas, afirmou a executiva, pesquisarem saídas arriscadas por conta própria por meio da Internet e em conversas, sendo que somente 30% efetivamente buscam a ajuda especializada da medicina.  E, mesmo nestes casos, os tabus sociais as impedem de se abrirem sobre o que realmente está acontecendo com seus corpos.

Nesse sentido, a Oya Care surgiu como uma plataforma digital visando acolher e oferecer conteúdo científico e apoio aos anseios femininos na área. Ao se conectar, sem que ninguém precise saber que ela está indo a um “consultório”, a cliente é atendida por um médico preparado para esse atendimento diferenciado. “Nossa missão é, então, dar autonomia, oferecendo condições que possibilitem a ela tomar suas próprias decisões. Isso, em dois tipos de serviços que nasceram de insights trazidos pelas mulheres: o da linha da fertilidade, para entender em que momento ela se encontra nessa questão e o do apoio em ginecologia no geral. É a ciência a serviço do dia a dia.”

Por sua vez, Tati, com longa carreira profissional desenvolvida no mundo corporativo, em empresas como a Coca-Cola , Johnson & Johnson, sempre se interessou fortemente por questões de educação e crescimento profissional. E, ao participar de um curso no campus da NASA dentro do Vale do Silício, lhe chamou a atenção a gravidade do problema global da equidade de gêneros nas organizações, o que a levou a querer ser uma das pessoas que oferecessem soluções para mitigar essa dissonância. Ao voltar ao Brasil, às vésperas da pandemia, acabou formando, com uma sócia empreendedora, uma comunidade de mulheres para avaliar o alcance da questão.

De acordo com ela, os números que expressam o tamanho da discrepância no Brasil são similares em todo o mundo. Por exemplo, somente 20% das mulheres alcançam cargos executivos nas empresas, menos de 10% se tornam CEOs e todas elas com uma vida mais exaustiva, exemplificando-se pelo fato de apresentarem oito pontos percentuais de casos de burnout a mais que os homens. E citou vários outros dados que demonstram estarem os problemas, por motivos históricos e culturais, concentrados em três causas raízes: falta de autoconfiança, ausência de referências femininas motivadoras e ambientes desprovidos de oportunidades equitativas. Esse cenário levou Tati a fundar a Todas Group, startup de aceleração profissional para mulheres com programas fundamentados em quatro pilares construídos à base de pesquisas e muito conhecimento, visando aplicação prática e rápida nas carreiras.

Segundo as empresárias avaliaram, os avanços da mulher na sociedade são muito recentes e, como consequência, existe uma demanda muito forte de produtos e serviços específicos para o mundo feminino a serem atendidas, o que explica que o movimento das femtechs – conceito definido por Stephanie como empresas de tecnologia criadas para atender questões femininas – cresça rapidamente, se tornando lucrativo e favorecendo a sociedade. Elas puderam ainda comentar sobre pesquisas que indicam concretamente a vantagem competitiva das companhias que apresentam cultura de maior diversidade, notadamente na equidade de gêneros.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 469 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA retorna na segunda-feira (02), trazendo Renato Sá, CEO da Tintas MC, que abordará os aspectos da conveniência e CX no futuro da loja física; na terça, será a vez de Filipe Sisson, CEO e fundador da iGUi; na quarta,  Frédéric Ollier, vice-presidente Latam da unidade de ônibus da BlaBlaCar; e, na quinta, Leonardo Byrro, CEO da Viveo.

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