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Perspectivas para 2010

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“O Brasil tem boas perspectivas de crescimento, agora que é visto com bons olhos pela economia mundial”. Apesar da frase dita por Eduardo Gianetti da Fonseca, professor da Ibmec, durante o terceiro painel do VIII Encontro com Presidentes, o futuro do país é incerto, como mostrou o próprio economista. Se em um primeiro momento o Brasil saiu fortalecido, para os próximos anos a expectativa não é das melhores. Na opinião de Giannetti, o Brasil deve obter bons números nesses anos logo após a crise, com a recuperação cíclica. No entanto, passado esse período, o PIB do país deve se fixar num crescimento de 4 a 4,5%, valor considerado extremamente pequeno pelo economista. Um dos entraves é o baixo nível de poupança. “O Brasil tem vocação para crescer, mas falta vocação para poupança”, afirmou Giannetti, ao explicar que isso implica diretamente no poder de investimento. José Roberto Romeu Roque, presidente da Aserc, brincou com essa questão do baixo crescimento. “Será que queremos crescer rápido ou queremos ficar ricos sem trabalhar?”

 

A falta de investimento também foi destacada por Aluízio Byrro, da Nokia Siemens Networks. “Apesar de termos evoluído no setor de telecomunicações, ainda existem problemas sérios de infra-estrutura que impedem um maior crescimento do país”, comentou. Byrro também sente falta de mão-de-obra qualificada e de materiais tecnológicos produzidos no Brasil. “Como não temos componentes da área tecnológica, temos que importar, o que aumenta os custos”, afirmou.

 

Já Oswaldo Nardinelli Filho, presidente da Cadbury Adams, acredita que a saída está muito mais nas próprias empresas. “Precisamos investir mais em inovações”, disse. De acordo com ele, as empresas precisam deixar o governo de lado e colocar a mão na massa. “Depois da crise, terminar 2009 bem traz esperança e otimismo para o próximo ano, mas ainda tem muito que fazer em relação ao desenvolvimento dos nossos negócios”, finaliza. No mesmo caminho, Patricio Mendizábal, presidente da Mabe no Mercosul, afirmou que as crises devem ser enxergadas com cuidado, mas também como oportunidades de crescimento. “A insegurança que a crise trouxe em outros países pode fazer com que empresas venham para o Brasil, movimentando nossa economia”, ponderou. Em tom mais pessimista, Fernando Blanco, da Coface, disse que a crise não pode passar despercebida, pois foi devastadora para a economia do país, principalmente para o pico da pirâmide. “Sejam cuidadosos, a onda positiva não é estável”, adverte Blanco. Para ele, 2010 sem dúvida, será melhor, mas os fundamentos da economia brasileira ainda são muito graves.

 

Fechando o painel, Cleber Morais, da Avaya, comentou que a operação brasileira da empresa foi o única que obteve um alto crescimento pós-crise. O executivo também ressaltou que as expectativas para o próximo ano são muito fortes, mas para 2011 existem preocupações sobre o que irá acontecer. “A crise foi um momento para crescer, ganhar o mercado, porém ainda há falta de recursos”, finaliza.

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“O Brasil tem boas perspectivas de crescimento, agora que é visto com bons olhos pela economia mundial”. Apesar da frase dita por Eduardo Gianetti da Fonseca, professor da Ibmec, durante o terceiro painel do VIII Encontro com Presidentes, o futuro do país é incerto, como mostrou o próprio economista. Se em um primeiro momento o Brasil saiu fortalecido, para os próximos anos a expectativa não é das melhores. Na opinião de Giannetti, o Brasil deve obter bons números nesses anos logo após a crise, com a recuperação cíclica. No entanto, passado esse período, o PIB do país deve se fixar num crescimento de 4 a 4,5%, valor considerado extremamente pequeno pelo economista. Um dos entraves é o baixo nível de poupança. “O Brasil tem vocação para crescer, mas falta vocação para poupança”, afirmou Giannetti, ao explicar que isso implica diretamente no poder de investimento. José Roberto Romeu Roque, presidente da Aserc, brincou com essa questão do baixo crescimento. “Será que queremos crescer rápido ou queremos ficar ricos sem trabalhar?”

 

A falta de investimento também foi destacada por Aluízio Byrro, da Nokia Siemens Networks. “Apesar de termos evoluído no setor de telecomunicações, ainda existem problemas sérios de infra-estrutura que impedem um maior crescimento do país”, comentou. Byrro também sente falta de mão-de-obra qualificada e de materiais tecnológicos produzidos no Brasil. “Como não temos componentes da área tecnológica, temos que importar, o que aumenta os custos”, afirmou.

 

Já Oswaldo Nardinelli Filho, presidente da Cadbury Adams, acredita que a saída está muito mais nas próprias empresas. “Precisamos investir mais em inovações”, disse. De acordo com ele, as empresas precisam deixar o governo de lado e colocar a mão na massa. “Depois da crise, terminar 2009 bem traz esperança e otimismo para o próximo ano, mas ainda tem muito que fazer em relação ao desenvolvimento dos nossos negócios”, finaliza. No mesmo caminho, Patricio Mendizábal, presidente da Mabe no Mercosul, afirmou que as crises devem ser enxergadas com cuidado, mas também como oportunidades de crescimento. “A insegurança que a crise trouxe em outros países pode fazer com que empresas venham para o Brasil, movimentando nossa economia”, ponderou. Em tom mais pessimista, Fernando Blanco, da Coface, disse que a crise não pode passar despercebida, pois foi devastadora para a economia do país, principalmente para o pico da pirâmide. “Sejam cuidadosos, a onda positiva não é estável”, adverte Blanco. Para ele, 2010 sem dúvida, será melhor, mas os fundamentos da economia brasileira ainda são muito graves.

 

Fechando o painel, Cleber Morais, da Avaya, comentou que a operação brasileira da empresa foi o única que obteve um alto crescimento pós-crise. O executivo também ressaltou que as expectativas para o próximo ano são muito fortes, mas para 2011 existem preocupações sobre o que irá acontecer. “A crise foi um momento para crescer, ganhar o mercado, porém ainda há falta de recursos”, finaliza.

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