Pesquisa indica eficiência nas transações e-procurement

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Segundo uma pesquisa realizada pela Benchmark Research, as empresas que investem mais cedo em e-trading e e-procurement têm como vantagem uma eficiência até três vezes superior sobre aquelas que adotaram estas tecnologias tardiamente. O estudo encomendado pela Commmerce One foi feito durante maio e junho de 2002, junto a companhias com mais de cinco mil empregados, nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido e nos setores fundamentais da indústria.

As principais conclusões da pesquisa em relação ao e-procurement foram que 36% das companhias mais lucrativas utilizam a ferramenta para administrar pedidos internos de compras, contra 16% daquelas com baixa lucratividade. Nas empresas de maior lucro, 27% possuem soluções de e-procurement ou e-trading, que suportam transações em várias moedas contra 9% daquelas que tem baixa lucratividade.

Entre as companhias mais lucrativas 63% economizaram entre 10 e 50% de seu orçamento de procurement, essa economia foi de 3% nas de baixa lucratividade. A taxa de redução de custos em 41% das companhias mais lucrativas ficou entre10 e 50% na administração de ordens de compra, enquanto as de baixa lucratividade economizaram apenas 4%. Nas companhias mais lucrativas 10% dos empregados fazem compras on-line, contra 2% dos funcionários das companhias com baixa lucratividade.

Os expressivos ganhos de desempenho estão diretamente associados ao uso efetivo de tecnologia de e-procurement. Foi somente ao colocarem seus processos na internet que estas companhias alcançaram novo patamar em desempenho empresarial. Comparando os dados entre Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, conclui-se que, embora as companhias nos Estados Unidos tenham adotado tecnologia de e-procurement a uma taxa semelhante à das do Reino Unido, elas são líderes em áreas que utilizam a internet para trocas e leilões online.

O estudo sugere que as empresas alemãs tendem a ficar para trás no uso de tecnologias online de trading. Por exemplo, entre as companhias dos Estados Unidos, a proporção total de procurement administrada de forma online é de 12%, enquanto no Reino Unido esta taxa é 13% e, na Alemanha, 7%. Porém, 38% das norte-americanas utilizam leilões online, contra 32% no Reino Unido e apenas 3% na Alemanha.

As companhias nos Estados Unidos aparentam estar economizando mais e obtendo maior retorno sobre seus investimentos (ROI) pela administração online de seus negócios e das suas ordens de compra que as do Reino Unido e Alemanha. Entre estas companhias 32% vêm alcançando entre 10% e quase 50% de economia contra 20% de companhias do Reino Unido e 4% das companhias Alemãs.

“As organizações que foram rápidas ao reconhecer as vantagens da colaboração on-line na cadeia de fornecedores são beneficiadas pelos seus investimentos em tecnologia de e-trading e e-procurement. Uma aproximação online significa que toda a estrutura source-to-pay, administrando internamente as solicitações e o fornecedor e automatizando o pagamento, pode ser mais rápida e com custo mais efetivo”, comenta Mark Hoffman, CEO da Commmerce One.