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Produção disruptiva, da terra à mesa

Rafael Catolé, head de marketing da Natural One

A possibilidade de um suco comprado no supermercado chegar à mesa do consumidor como se a fruta tivesse sido recolhida no pé e processada ali mesmo se deve a uma tecnologia disruptiva. E foi adotada pela Natural One, desde sua criação, há seis anos, em um sistema de refrigeração que percorre toda a produção e envasamento, de forma a impedir o processo de oxidação do produto até que a garrafa seja aberta para consumo. Fazendo parte de uma fatia que já alcança 32% dos 2,3 bilhões de litros de sucos consumidos anualmente no país, o chamado 100% natural vai ganhando o mundo, permitindo que a Natual One já faça parte das gôndolas em mercados de 16 países, devendo chegar aos 20 até o final do ano. Os detalhes de como sabores, misturas e apresentação brotam de uma crescente proximidade com os clientes finais, chegando também na relação com os pequenos varejistas, foram compartilhados, hoje (25), por Rafael Catolé, head de marketing, durante a 333ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.br.

Contando, de início, um pouco da história da Natural One, o executivo lembrou que se trata de uma empresa 100% nacional, fundada em 2015 por Ricardo Ermírio de Moraes, embasada em cultura, produção e matérias-primas bem brasileiras, sendo a segunda do segmento de sucos em termos de valor no Brasil e presente em 16 países – vocação internacional que permite prever a inserção da marca em mais quatro nações até o final do ano. O principal pilar de sustentação do sucesso da empresa, nas explicações de Rafael, está na tecnologia que permite o frescor do produto, da natureza à mesa do consumidor, onde quer que ele esteja. “Toda a cadeia de produção é refrigerada e impede a entrada de oxigênio até o envasamento. O que ocorre em garrafas dotadas de proteção contra raios UV e, dessa forma, o processo de oxidação no suco só se iniciará no momento em que o cliente abrir a garrafa para consumo.” Ainda segundo ele, o processo de refrigeração garante a “estabilidade organoléptica”, ou seja, não há qualquer alteração no produto por até oito meses, mesmo sem qualquer adição de aditivos e conservantes. “Essa é a transversal de diferenciação que nos permite ganhar escala, inclusive em nível internacional.”

Na experiência junto aos consumidores dentro e fora do país, ele afirmou, têm surgido os principais insights para incrementar a marca nas gôndolas. É o consumidor que, confiando no produto, vai sugerindo as combinações de matérias-primas que permitem inovar nos sabores. “A partir do Brasil, com sua formação constituída pela junção de vários povos, percebemos que o blend de frutas surgido aqui obtém receptividade em vários países. Por isso, neste ano inauguramos nosso e-commerce e que, junto com a presença nas mídias sociais, tem como foco capturar rapidamente justamente essas preferências dos consumidores. O tamanho da embalagem e uma mistura de grande sucesso que lançamos em 2021, que foi o suco de laranja com mamão, nasceram desses inputs recolhidos junto aos clientes. É uma proximidade que vai se tornando parte da cultura da organização a cada passo.” Respondendo sobre os pontos que chamam a atenção nas embalagens, uma garrafa quadrada e vincada, o executivo explicou que se insere na própria concepção de uma organização com pendor internacional, pois esse tipo de embalagem favorece a paletização e armazenagem rumo ao exterior.

Mencionando o potencial brasileiro de consumo de sucos, girando em torno dos 2,3 bilhões de litros/ano, o head contou que 32% desse número são ocupados por produtos 100% naturais. “Mas trata-se de uma categoria que cresce ininterruptamente em todo o mundo. Somente na China, o aumento do consumo do suco natural nos últimos cinco anos foi da ordem dos 10%. Daí o acerto da estratégia da Natural One de apostar no mercado internacional desde o início.” Para Rafael, por se tratar de um negócio que cresceu se relacionando com o varejo, falta essa aproximação rumo à cultura de customer centric, o que foi proporcionado, em termos de aceleração, pela necessidade do digital ao longo da pandemia. Assim, o principal motor do e-commerce foi o de conhecer com mais profundidade o consumidor, suas preferências e seus hábitos. Por meio de métricas que permitiram, inclusive detectar características regionais, esse movimento gerou também outros sucessos inesperados, surpreendendo a própria empresa, como o suco “single server” – pequena garrafa para consumo individual.

Depois de pontuar características que diferenciam os hábitos e comportamentos de consumo nos vários países nos quais a Natural One está presente, o executivo respondeu a uma pergunta sobre qual dos fatores de avanços foram preponderantes para conquistar a recorrência do consumidor à marca. Nesse sentido, concorrem a criação do comércio on-line, pesquisas em redes sociais, etc., incluindo medidas de aproximação também com o pequeno varejista. O head disse que tudo aponta para as questões do sabor do produto, da acessibilidade e à variedade. “Se o produto não fosse efetivamente saboroso e com muitas opções, todos os esforços seriam em vão”.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 332 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A série de entrevistas terá sequência amanhã (26), recebendo  Katia Borba, diretora de operações da Cultura Inglesa, que falará da reinvenção da experiência do aluno; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o papel de tecnologias disruptivas que estão gerando novas experiências, com a presença de Ivan Cavilha, fundador e CEO da Yoface e Daniel Hermann, diretor de expansão da Casai no Brasil.

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