Ranking aponta 100 líderes e empresas brasileiras mais transformadoras

Ranking elaborado anualmente pela Horse mostra que o Itaú Unibanco mantém a liderança no ranking das “100 empresas mais transformadoras do Brasil” e Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, alcança pela primeira vez o topo entre os CEOs

A terceira edição do “Thought Leaders 100 Brasil”, ranking anual desenvolvido pela consultoria global de tecnologia Horse, revela como empresas e CEOs brasileiros estão redefinindo a liderança em um ambiente cada vez mais competitivo, fragmentado e orientado por dados. “O estudo confirma uma transformação estrutural no posicionamento executivo: a liderança deixou de ser apenas institucional e passou a ser construída, de forma consistente, nas plataformas onde as audiências realmente estão”, comentou Juan Pablo Daniello, cofundador da Horse.

Nesta edição, o Itaú Unibanco mantém a liderança entre as 100 empresas mais transformadoras do Brasil, enquanto Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, alcança pela primeira vez o topo do ranking de CEOs, após dois anos consecutivos com Luiza Helena Trajano na primeira posição.

O ranking Thought Leaders 100 Brasil 2026 analisa o desempenho de empresas e executivos a partir de seis dimensões complementares:

Media Presence: presença e protagonismo nos principais meios de comunicação do país;

Digital Engagement: desempenho e engajamento nas plataformas digitais, com foco em LinkedIn e X;

CEO Positioning: nível de influência e posicionamento público dos principais executivos;

Speaking Appearances: participação ativa em fóruns, eventos e debates estratégicos;

Sponsorship: envolvimento institucional em iniciativas relevantes do ecossistema empresarial;

C-Level Networking: atuação em câmaras, associações e redes executivas.

Essas dimensões são analisadas a partir de vetores estratégicos como Inovação, Negócios, Talento e Sustentabilidade, permitindo uma leitura abrangente e comparável do posicionamento real de líderes e empresas no ecossistema público. “Os resultados fazem parte da terceira edição do único ranking do país baseado exclusivamente em big data, inteligência artificial e análise estatística, que mede o desempenho real de posicionamento de empresas e líderes no ecossistema público”, explicou Daniello.

Ao todo, foram analisados mais de 52 milhões de artigos de imprensa, 1,6 milhão de interações em redes sociais e centenas de milhares de publicações no LinkedIn e no X, considerando o período de janeiro a dezembro de 2025, com foco exclusivo no mercado brasileiro.

A liderança na era da agilidade

Os dados de 2026 mostram que a liderança corporativa passa, cada vez mais, pela capacidade de agir com agilidade, construir narrativas consistentes e usar dados de forma inteligente. CEOs e empresas que se destacam no ranking combinam presença contínua na mídia, engajamento digital sustentado e participação ativa em fóruns estratégicos.

De acordo com Cristian Marchiaro, cofundador da Horse, “o estamos observando não é apenas uma mudança de canais, mas uma mudança profunda no paradigma da liderança. Hoje, influência não se herda — se constrói com consistência, dados e participação real nas conversas relevantes. Empresas e executivos que tomam decisões orientadas por dados não apenas comunicam melhor, mas ganham vantagem competitiva em ambientes de alta complexidade”.

Empresas mais transformadoras

O Itaú Unibanco lidera novamente o ranking das 100 empresas mais transformadoras do Brasil, destacando-se por um desempenho consistente em todas as dimensões analisadas, como CEO Positioning, Digital Engagement, Media Presence e Speaking Appearances. Completam o top 5 empresas como Petrobras, Santander, iFood e Gerdau, reforçando a diversidade setorial entre os líderes de posicionamento mais relevantes do país.

CEOs em evidência

No ranking de executivos, Gilberto Tomazoni (JBS) assume a liderança pela primeira vez, com um desempenho equilibrado em todas as dimensões analisadas. Ele é seguido por Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza) e Gustavo Werneck (Gerdau).

O estudo reforça que os CEOs mais bem posicionados são aqueles que mantêm presença consistente ao longo do tempo, atuam de forma ativa nas plataformas digitais e participam das principais discussões sobre negócios, inovação, talento e sustentabilidade.

Por fim, em relação ao gap de gênero, as mulheres líderes perdem espaço, com apenas 17 entre as 100 (contra 21 na edição anterior). Como dado positivo, três conseguem ingressar no top 10.

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