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O tempo passou na janela e só Carolina não viu

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Circulou no site You Tube uma versão da música American Pie (escrita por Don McLean em 1971), que trata sobre a morte da mídia impressa (http://www.youtube.com/watch?v=6CqRcCHk_Pc&eur). É bem divertido, sem dúvida, e o título – “O ano em que a mídia morreu” – altamente provocativo. Mas, aparentemente, não é só a velha maneira de pensar a mídia que está morrendo. Mesmo negócios recentíssimos se ressentem da velocidade do tempo. No dia 9 de junho, por exemplo, anunciou-se a reinvenção da web. Foi o lançamento da nova versão do browser Opera, que inclui entre suas ferramentas nada mais nada menos do que um servidor web. Com o Opera 10, seu computador pode passar a hospedar o seu site, sem a necessidade de terceiros.

Outro negócio que sequer está tendo tempo de amadurecer é o de anúncios on-line, como banners, pop-ups e skyscrapers. Primeiro, veio o ataque dos links patrocinados. E agora o fogo partiu das mídias sociais, incluindo os blogs. Esse processo está avançando desde que apareceram Orkut, Myspace e Facebook. Depois, vieram as redes profissionais como Linkedin, Plaxo e a brasileira Peabirus. Mais recentemente, todo mundo entrou na onda do Twitter.

Quanto aos blogs, eles estão aí há algum tempo, mas eram utilizados quase que exclusivamente para as pessoas fazerem desabafos, que antes estavam confinados nos diários de adolescentes. Depois, os jornalistas descobriram o filão. E agora é a vez das empresas. Se a sua ainda não tem um blog, o que está esperando? Mire-se no exemplo da Petrobras. A empresa montou o seu blog como uma espécie de defesa em relação aos ataques que poderia sofrer na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso e logo a ferramenta tornou-se um novo paradigma na relação com a imprensa.

O fato é que as redes sociais estão tornando as empresas mais abertas e transparentes. Além da Petrobras, há o exemplo da Coca-Cola, que passou a gerenciar de forma muito eficiente a sua relação com consumidores através de sua página de fãs no Facebook.

As tecnologias das redes sociais reduzem os custos de comunicação e mudam a forma de fazer negócios. Diálogo, diálogo, diálogo. Quem vem do marketing direto, como é o meu caso, sempre bateu nessa tecla. Mas com a ressalva de que não era fácil interagir remotamente. Continua sendo difícil, só que, agora, menos. Basta fazer a coisa direito.

Um conselho? Experimente. Monte o blog de sua empresa e atualize-o pelo menos duas vezes por semana. Envolva os funcionários logo de cara, com um bom guia de usuário. Em seguida, abra uma conta no Twitter e comente algo pelo menos uma vez por dia. Não deixe de participar e monitorar as comunidades que falem da sua empresa, do seu negócio e de seus concorrentes em redes como Linkedin e Orkut. É um caminho bem eficaz para aproximar sua marca dos consumidores.

 

*Dia 19 de junho, o poeta, romancista, compositor e intérprete, Chico Buarque completou 65 anos. Como grande parte da minha vida teve as canções do Chico como trilha musical, nada mais justo do que homenageá-lo com o título do artigo, que remete a uma canção. Até por sua capacidade de antevisão – parece que ele está falando do nosso tempo, não é verdade?

 

Fernando Guimarães é especialista em marketing de relacionamento e branding. Atualmente, dirige a área de marketing da Gradual Investimentos. E-mail: [email protected]

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