Gamificação na gestão do home office

Com pandemia, cresce busca por ferramenta lúdica para autogestão do funcionário

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A pandemia da Covid-19 trouxe imensos desafios para os líderes de companhias. Talvez o maior deles seja a gestão de funcionários em home office. Para especialistas de mercado, o trabalho em casa não exige só equipamentos – mas também uma forma diferente de liderar, de diálogo, de comunicação e de avaliação de pessoas. Nesse sentido, a tecnologia pode facilitar os novos parâmetros do ambiente corporativo. Para Rubens Melo e Lendel Faria Batista, sócios e fundadores da Gamefic, o futuro da gestão está na tecnologia persuasiva, ou seja, projetada para mudar atitudes ou comportamentos dos usuários. Desde 2016 no mercado, a empresa se dedica a compreender e oferecer soluções lúdicas para engajar equipes e ampliar resultados, usando inteligência artificial. Prova disso é que, durante a pandemia, a Gamefic fechou doze novos contratos.

Quando se pensa em gamificação, o primeiro instinto é sempre pensar em vendas e metas que precisam ser batidas. A solução da Gamefic vai além disso, segundo os executivos. “A nossa proposta é melhorar resultados de equipes. É possível gamificar qualquer setor ou área de uma empresa, mesmo que esse número seja de três pessoas”, diz Melo. Para o colaborador, trata-se de uma ferramenta para que possa fazer a autogestão de performance. E ao gestor é oferecida uma forma de acompanhar a evolução de cada liderado, seus indicadores e seus ganhos. “Adicionamos às principais plataformas de CRM e gestão (Pipedrive, Sales Force, Totvs, Oracle, SAP, entre outras) uma camada de gamificação que motiva, gerencia e analisa os resultados, transformando seus sistemas de registro em valiosos sistemas de engajamento”, completa o executivo.

Por meio de um algoritmo de estímulo em tempo real, com base em resultados e métricas, funcionários são recompensados de acordo com os indicadores, criando um coaching individual e personalizado. Hoje a dinâmica se revela em uma corrida de carros. Estão em estudos o universo espacial e um campeonato de surf. Além disso, o Machine Learning contribui para que o funcionário entenda onde pode melhorar seu desempenho; um programa de realidade aumentada é usado para visualizar prêmios e recompensas e a plataforma ainda traz feed de notícias próprio – que também conta pontos na avaliação dos participantes quando eles compartilham conteúdos.

Em atividade há quatro anos, a Gamefic já tem história para contar. Entre aprendizados e conquista de mercado que era praticamente desconhecido há pouco tempo, os sócios investiram tempo e dinheiro para entender onde a gamificação já reina absoluta. Em 2019, afivelaram as malas para participar do Tech Crunch Disrupt, no Vale do Silício, para estarem frente a frente com investidores. “Fomos abordados por um empresário indiano em busca de gamificar mais de 100 milhões de membros. Nossa principal motivação ao participar de um evento como esse é provocar interesse sobre nosso negócio e facilitar a nossa internacionalização”, diz Batista.