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A aposta na democratização do e-commerce

Rogério Tessari, diretor executivo da Tiny by Olist

Diretor da Tiny by Olist descreve os pilares que permitem aos pequenos e médios varejistas uma bem-sucedida transição para o on-line

Por mais que o cenário da pandemia global conduzisse os negócios para o digital, notadamente no varejo, o e-commerce do país ainda deixa de fora quase 90% dos lojistas. Por ser a complexidade dessa transição a maior barreira para a inclusão dos pequenos e médios nas vendas digitais, o Olist, que surgiu 15 anos atrás como uma simples loja on-line congregando artesãos paranaenses, já adquiriu quatro startups e se transforma em um ecossistema que vai democratizando a penetração no e-commerce. Com ferramentas especializadas e juntando expertises que se completam, o grupo permite não só a conexão dos pequenos varejistas aos marketplaces, como também favorece a criação de e-commerces próprios, desfazendo os nós de reputação das marcas, portfólios, precificação e até de gestão com eficiência. Fazendo parte do grupo desde o final do ano passado, a startup gaúcha Tiny ajuda a potencializar o sucesso dos sellers, conforme detalhou, hoje (03), Rogério Tessari, diretor executivo da empresa, ao longo da 533ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Explicando, de início, o surgimento da Tiny em Bento Gonçalves, cidade do interior gaúcho considerada a capital do vinho do país – mas, que também se tem notabilizado como polo de empresas de softwares -, Rogério contou que, não por acaso, a organização simboliza a simbiose disso. Seu nascimento se dá pela entrada de empreendedores da vinicultura na gestão eletrônica dos negócios, encaminhando para o e-commerce. Para chegar à entrada da Tiny no ecossistema Olist, o executivo retrocedeu um pouco na história, lembrando que o grupo nasceu com o nome de Solidarium, em 2007, e tendo como objetivo ajudar os artesãos paranaenses a colocarem seus produtos no mercado on-line. Depois de se firmar nessa linha de atividade, de 2015, já como Olist, até 2020, o negócio se caracterizou por atuar com foco na missão de conectar pequenos negócios aos marketplaces.

Até que, em pleno ano da chegada da pandemia, a empresa dá seu primeiro passo para se tornar um grupo, adquirindo a startup Pax, visando sanar uma das principais dores do pequeno varejista, que é a complexidade da logística. “Em outubro de 2021, a Tiny passa a fazer parte do ecossistema, unindo nossos propósitos de, pelo lado da Olist, favorecer com seu expertise o aumento das vendas dos lojistas e, da nossa parte, com nossa especialidade em incrementar eficiência a esses negócios.” Ao mesmo tempo, o grupo incorporou também a startup Vnda, permitindo que, além de conectar varejistas aos marketplaces, passasse a oferecer a construção de e-commerce próprio. “Dessa forma, completamos um ecossistema que favorece a comercialização e a operação mais eficazes, a logística e as plataformas de e-commerce exclusivo.”

Instigado a falar sobre o quanto a junção desses propósitos significa buscar a democratização do e-commerce no país, o diretor ponderou que é apenas o começo da caminhada, dentro de um potencial representado pelo universo de quase 90% do varejo que ainda opera off-line. Para ele, a chave está em tornar simples o que, para o pequeno varejista, aparenta ser algo muito complicado.

“Para o lojista escalar, suas opções próprias são muito limitadas. Entretanto, ao passar a atuar, da maneira correta e bem planejada, dentro de um marketplace, esses horizontes podem se alargar”.

Conforme lembrou Rogério, surgem nesse momento quatro desafios: como construir reputação de marca, apresentar portfólios chamativos, preços adequados e logística competitiva. É na solução dessa complexidade que surge o Olist, esclareceu ele, ilustrando com a imagem de que o grupo seria como uma loja de departamentos que abriga as marcas dentro de um shopping. “Ou seja, o grau de competitividade desse pequeno varejista passa a ser no nível do ecossistema Olist. Ele potencializa sua marca nos vários marketplaces – os ‘shopping centers’ – conectados pelo grupo.” Ou seja, por meio dos algoritmos e sistemas inteligentes do ecossistema, os produtos ganham mais força e possibilidades. Trata-se, na concepção do executivo, de um modelo único, ao gerar competitividade na ponta, praticamente igualando as possibilidades dos pequenos com os grandes. E, ao proporcionar mais eficiência operacional, com o sistema ERP da Tiny, a democratização e equiparação acaba alcançando não só as vendas, mas também a gestão. “Dotando-o de ferramentas para tudo isso, as estratégias de selling success pela Olist e a de customer success pela Tiny, oferecemos aos sellers dos marketplaces o melhor dos dois mundos.”

Depois de detalhar o perfil do público-alvo do ecossistema, que inclui desde o lojista ainda só com o ponto físico como aquele que quer potencializar a presença no on-line, Rogério foi questionado sobre a tendência do figital e sua condição de atrair mais entrantes. Para ele, trata-se de uma enorme oportunidade, mas, na mesma proporção, um imenso desafio. “O chamado varejo 360º, ou omnichannel, pode ir acontecendo de forma gradativa, com os canais sendo agregados aos poucos, testados por produtos, etc. Pequenos passos que representarão grandes avanços. Assim facilita atrair mais varejistas.” Na sequência, o diretor pôde mergulhar nos detalhes de como essa atração vai acontecendo, bem como aspectos da estratégia de expansão do ecossistema inclusivo.

​O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 532 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA prosseguirá amanhã (04), com a presença de Eduardo Rocha, fundador e CEO da Klubi, que falará da reinvenção do consórcio com jornada 100% digital; e, encerrando a semana, o Sextou tratará do tema “Sustentabilidade: Uma resposta às novas demandas do consumidor”, tendo como convidados Giuliano Bittencourt, CEO da BeGreen, Victor Soares, cofundador e CEO da Metha Energia e Rodrigo Oliveira, fundador e CEO da Green Mining.

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