A globalização e o Brasil

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A integralização dos países ganhou dimensão a partir da década de 90 (época do governo Collor de Mello) com a entrada dos chamados países emergentes na economia universal, a qual foi gestionada pelos Estados Unidos. Surgiram, então, as novas tecnologias da informação e o relacionamento entre os povos de todo o mundo, através da internet, satélites, informática e telecomunicações, que passaram a dar o necessário e indispensável suporte para o fortalecimento de uma idéia básica: unir, comercialmente, todos os países do mundo, não importando onde esteja situado, geograficamente.

Sem a “velocidade da comunicação“, tal globalização não seria possível. A grande ferramenta política da globalização é a democracia ou a liberdade política predominante no mundo moderno. O grande alicerce ou base econômica é a abertura da nossa economia para os diversos bens, produtos e até mesmo serviços, e, em particular, a entrada de capitais estrangeiros em nosso Brasil.

Face à nova realidade de mercado, quais as vantagens para a empresa brasileira? Muitas seriam estas vantagens ao nosso entendimento, as quais relacionaríamos a seguir. Com a globalização dos produtos e serviços, as empresas mais competitivas passam a ganhar em itens como eficiência, lucro e menores custos de produção, através da disponibilização da tecnologia oferecida pelos países de “primeiríssimo mundo“ aos países emergentes, como o Brasil, ou em vias de desenvolvimento.

Conseqüentemente, estas empresas passam a colocar os seus produtos em vantagens superiores diante da livre concorrência internacional. A produção interna tende a crescer e mais tecnologias inovadoras são trazidas para o Brasil, por meio do livre intercâmbio comercial, hoje, existente entre os diversos países do mundo. Como exemplo desta afirmativa, antes, as carroças-automóveis, hoje, veículos automotores moderníssimos, capazes de fazer frente à comercialização em países do mundo inteiro, onde se fabricam automóveis.

Neste jogo global, ganha o governo com a entrada de capital estrangeiro, através do recolhimento de impostos e tributos e gerando a ampla condição de expansão do nosso mercado interno e o fortalecimento da nossa economia. Sai o governo da economia, como gestor maior nos setores de produtos e serviços, como energia e telecomunicações e passa atuar tão somente como agente regulador, aplicando os recursos financeiros da “privatização“ em áreas específicas do poder público como saúde, educação, segurança, moradia, entre outros. Por outro lado, os trabalhadores com mão-de-obra qualificada terão mais oportunidades de emprego, melhores salários, ao lado do desemprego naquelas áreas que não evoluem com as novas exigências de mercado, enquanto a informática passa a ocupar boa parte do trabalho humano.

Para o consumidor brasileiro, passa a existir maior oferta de produtos e serviços a preços bem menores e de melhor qualidade. A ordem do mercado globalizado é ter produtos com menor custo de produção (produzir mais com menores preços e muita qualidade) e melhor preço para o consumidor final.

Em síntese, as empresas brasileiras que não conseguirem adaptar-se à esta nova realidade tendem a, pouco a pouco, decrescerem comercialmente ou desaparecem do mercado, face à sua incapacidade competitiva diante do mercado globalizado. Todas as empresas passarão fatalmente por este processo de modernização, não importando se são de pequeno, médio ou grande porte.

João Gonçalves Filho (Bosco) é administrador de consórcio