Abstartup lança estudo sobre agtechs

Mapeamento mostra que Brasil possui quase 300 startups de tecnologia agropecuária

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Ana Flávia Carrilo, coordenadora de informação da Abstartups e responsável pelo estudo
Ana Flávia Carrilo, coordenadora de informação da Abstartups e responsável pelo estudo

A Abstartups – Associação Brasileira de Startups, entidade sem fins lucrativos que promove o ecossistema brasileiro do setor, realizou, em parceria com a Dell, o “Mapeamento de Agtechs 2021 – Estudo das agtechs no Brasil e suas tecnologias”. A pesquisa tem como objetivo, de acordo com Felipe Matos, presidente da entidade, atualizar as informações sobre o segmento e conhecer melhor os desafios que as agtechs, startups de tecnologia agropecuária, enfrentam neste momento. Segundo ele, num setor responsável por movimentar mais de 20% do PIB brasileiro, essas organizações representam 11,8% entre os segmentos mais comuns, ficando apenas atrás das startups relacionadas à educação e ao bem-estar. Ainda de acordo com o mapeamento, 47,1% das agtechs brasileiras já receberam investimentos – quase o dobro da média geral em todos os setores (26,7% em 2020).

O mapeamento classifica as startups em três momentos da gestão agrícola: antes da porteira (tudo que é necessário para a gestão agrícola, mas que não atua na fazenda); dentro da porteira (que envolve diretamente os produtores agropecuários); e depois da porteira (que se refere a tudo após a produção agrícola). No Brasil, diz o estudo, 72,6% das agtechs estão localizadas na fase Dentro da Porteira, contra 10,2% no Antes da Porteira e 17,2% no da Porteira.

Comentando a sondagem, Matos afirmou não restar dúvidas de que “o futuro do agronegócio está totalmente atrelado à tecnologia, já que esta é a ferramenta base das soluções que vêm revolucionando o setor. E é o melhor caminho para verticalização da produção e garantir a escalabilidade das produções”. Já de acordo com Ana Flávia Carrilo, coordenadora de informação da Abstartups e responsável pelo estudo, “com esse levantamento queremos trazer mais visibilidade e reforçar a importância das agtechs para a economia brasileira e em nosso ecossistema de startups. O segmento agro é um dos mais tradicionais e maduros, mas ainda com oportunidades para novas soluções e exponencial crescimento. E os resultados positivos deste estudo só comprovam esse promissor futuro”.