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São Paulo, Brasil - 27 de fevereiro de 2024, 11:37

Audiovisual nas empresas: qual o pulo do gato?

Bruno Rodrigues, CEO e co-founder da Artes Filmes

Os conteúdos em formato de vídeo, hoje, voam longe, sendo compartilhados dentro e fora da organização

Autor: Bruno Rodrigues

É de lei: falar com o colaborador e envolvê-lo com a empresa é, de longe, o melhor investimento para quem quer ter o dream team. Nada de novo, o endomarketing é estratégia sólida, e se bem feito pode engajar os profissionais as alturas. Tratar o colaborador como peça fundamental é a cereja do bolo.

Mas, e como encontrar o melhor meio para falar com esse colaborador? E qual linguagem e assuntos levar até ele? Bom, hoje temos uma enorme gama de opções, que vão muito além daquele e-mail marketing quadradão e já um tanto defasado. É a hora da tecnologia e do audiovisual andarem ainda mais juntos.

O podcast é um ótimo exemplo. O produto pode ter inúmeros focos dentro da empresa (usando inclusive a intranet), seja falando sobre novidades dos setores, tirando dúvidas, trazendo funcionários destaque para falar do dia a dia, o CEO contando das dificuldades e conquistas, e por aí vai. Tudo é possível – e válido!

Na crista da onda, o podcast está com tudo. Segundo a pesquisa Podcast Stats Soundbites, feita pelo Spotify, o Brasil é o 2º mercado mundial que mais produz e consome podcasts.  E gigantes brasileiras já o adotaram como parte do seu endomarketing: Banco do Brasil, Itaú, Ifood, entre outras.

E qual o melhor disso tudo? Um bom podcast criativo interno pode sim ser levado para fora. Afinal, quantas pessoas não têm curiosidade de saber tin-tin por tin-tin como funcionam as empresas? Como é o dia a dia? O que preciso para me destacar e conseguir fazer parte do time? O podcast pode responder.

Agora, indo um tanto além, mas totalmente dentro de estratégias de marketing e comunicação, o podcast vira um aliado valioso para o inbound marketing. Afinal, agrega valor à empresa, a torna referência em determinado assunto e flui tranquilamente nas suas 5 etapas: atrair, converter, relacionar, vender e analisar.

E os vídeos corporativos, será que ficam apenas como o braço para uma rica e forte cultura organizacional? Foi-se o tempo. Hoje, os conteúdos em formato de vídeo voam longe, são compartilhados dentro e fora da empresa. Basta dar uma olhada no vídeo do Itaú com a pequena Alice.

A mensagem de Natal desse vídeo do Itaú, que ainda contou com a grande Fernanda Montenegro, poderia ter sido usado apenas para o público externo, o consumidor final. Porém, tem forte apelo para reforçar a própria cultura da empresa. Ou seja, uma mensagem para dois canais. Um pulo do gato.

Os vídeos movimentam cerca de 57% de todo o tráfego visualizado na internet. E se olharmos apenas para o uso interno, de acordo com a Forrester Research, 75% dos profissionais são atraídos a assistir vídeos da empresa do que consumir mídias tradicionais, como e-mails, artigos, documentos e murais.

Já de olho no público externo, como parte do inbound marketing, de acordo com a Vídeo Brewery, 80% das pessoas afirmam assistir vídeos na hora em que estão decidindo uma compra. E para 90% delas, vídeos feitos pelas empresas e marcas têm um papel decisivo nesse momento. 

Enquanto a Media Buton mostra que 85% das pessoas que assistem a vídeos promocionais chegam até o final da compra. O motivo? Se sentem bem acompanhadas durante toda a jornada de compra. Tiram dúvidas, ficam próximas a marca e ao produto, enfim, se sentem seguras.

Nessa jogada de pensar no endomarketing e no inbound marketing, o audiovisual tem verdadeiros parceiros a quem recorrer: plataformas OTT, filmagem com drone, vídeo 360º, podcast, lives (que vieram mesmo para ficar) e muita criatividade. Se bem planejados, circulam entre si e completam a jornada do colaborador e do consumidor.

Como sempre, a dica – um verdadeiro pulo do gato – é entender como usar cada uma das ferramentas, ter um parceiro de negócios especialista nelas, pinçar os assuntos mais importantes da empresa e que estão em alta pelo mundo, e costurar cada uma das etapas com os produtos. O resultado é fascinante.

Bruno Rodrigues é CEO e co-founder da Artes Filmes.

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