Endividamento do paulistano se mantém estável

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) apresentou em maio, estabilidade no número de paulistanos endividados, passando de 49% em abril, para 50% em maio. Em relação ao mesmo período de 2007, quando o indicador era de 60%, houve queda de 10 pontos percentuais. Já no que se refere ao nível de inadimplência – consumidores com contas em atraso – o índice ficou em 31%, baixa de 3 pontos percentuais em relação ao mês anterior e queda de 12 pontos percentuais em contraponto ao mesmo período de 2007, quando atingiu 43%.


Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimentos de 3 a 10 salários mínimos (58%). Já entre os consumidores que ganham de até 3 salários a porcentagem de endividados é de 55%, enquanto os que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 35%. O aumento no endividamento nos últimos meses é reflexo da expansão de novos empréstimos e até mesmo da aquisição de crédito para quitar dívidas em atraso. A PEIC também mostra que 42% das pessoas com renda até 3 salários mínimos estão inadimplentes, contra 30% dos que ganham de 3 a 10 salários mínimos, e 19% entre os que possuem renda acima deste patamar.


O cenário de endividamento ainda permanece positivo para o consumidor, principalmente quando comparado com os níveis recordes como em novembro de 2006, quando atingiu 70%. É importante ressaltar que desde setembro de 2007, o endividamento vem apresentando quedas substanciais. A taxa de desocupação também vem apresentando redução desde setembro de 2007, correlacionado juntamente com o nível de endividamento da população. Com isso, a consistente expansão da massa real de rendimentos, principalmente da renda combinada com a maior eficiência das ferramentas de concessão e gestão de carteiras de crédito, tem impedido que o aumento do endividamento das famílias atinja elevados níveis de inadimplência.