Inadimplência cresce entre janeiro e setembro

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Levantamento da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo, mostra que o índice de cheques sem fundos no Brasil apresentou elevação de 13,08% nos primeiros nove meses de 2006 em comparação com o indicador registrado no mesmo período de 2005. De acordo com o estudo, no acumulado deste ano, o índice de inadimplência com cheques foi de 2,68%, enquanto entre janeiro e setembro de 2005 ficou em 2,37%.

Os cheques transacionados no varejo nos primeiros nove meses de 2006 tiveram valor médio de R$ 129,00, superior 14,22% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado, de R$ 113,00. O estudo também revela que o total financeiro das transações com cheques pré-datados cresceu 0,81%. Entre janeiro e setembro do ano passado, elas corresponderam a 70,68% do total, enquanto no mesmo período deste ano já representam 71,25%. Em contrapartida, as transações à vista tiveram queda de 1,94%.

“Apesar da utilização de pré-datados mostrar um aumento no acumulado deste ano, a tendência é de fecharmos 2006 com retração e redução dos volumes futuros de endividamento com cheques. Os últimos três meses têm mostrado uma acentuada queda no uso de pré-datados, com o consumidor preferindo fazer suas compras à vista ou com prazos mais curtos”, afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.

Destaques em inadimplência – Com índice de cheques sem fundos de 3,61%, Amazonas registrou o maior indicador de inadimplência entre os 19 Estados pesquisados pela Telecheque entre janeiro e setembro de 2006. No entanto, o estudo mostra que tal indicador foi menor 5,74% em comparação com o mesmo período de 2005, quando o índice de cheques sem fundos foi de 3,83%.

Os outros Estados que tiveram prejuízos financeiros expressivos com o recebimento de cheques sem fundos foram Pará e Minas Gerais. No Pará, o índice de inadimplência chegou a 3,35%, mesmo representando queda de 5,63% no comparativo com os nove primeiros meses do ano passado (3,55%). Já Minas Gerais registrou índice de cheques sem fundos de 3,22%, com elevação de 36,44% em relação ao mesmo período de 2005 (2,36%).