Inclusão digital e as empresas

0
5


O mundo globalizado e a Sociedade da Informação têm exigido um processo contínuo de aprendizagem e atualização do conhecimento das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Grupos estão sendo excluídos das benesses provenientes das conquistas tecnológicas. Esta exclusão gera graves reflexos na auto-estima e na qualidade de vida destes grupos, que podem ser considerados excluídos sociais.

O combate a esta exclusão tecnológica e conseqüente exclusão social, pode ocorrer através da parceria entre os governos, como agentes de fomento e de desenvolvimento de pesquisas, as empresas exercendo seu papel de empresa-cidadã com Responsabilidade Social Empresarial e a sociedade através de organizações sociais que possuem a percepção do problema e atuam junto a comunidades que expressam o desejo de inserir-se no mundo tecnológico.

Obviamente, o combate ao processo de exclusão social de causa tecnológica é uma oportunidade para as empresas de vincular a imagem organizacional com a ação, gerando um diferencial competitivo contribuindo culturalmente com colaboradores e futuros consumidores.

Cada vez mais as empresas são reconhecidas e admiradas pelo modo como se relacionam ou se comunicam com a sociedade, do que pela simples qualidade de produtos e serviços. A Responsabilidade Social Empresarial surge como uma estratégia que vai além da filantropia. A pesquisa “Sexto estudo global de líderes de opinião”, de 2006, da agência Edelman, mostra que 98% dos formadores de opinião no Brasil preferem empresas e medidas de responsabilidade social empresarial em substituição ao tradicional “capitalismo selvagem”, esperando o envolvimento da empresa com a sociedade, em troca de confiança pela marca.

O processo de Inclusão Digital, que permite o acesso às TICs, está além de disponibilizar computadores, mas sim de capacitar o indivíduo de saber como utilizar a tecnologia e obter conhecimento através dela, trazendo reflexos positivos ao dia-a-dia.

O fato é que a Sociedade da Informação é um processo irreversível. Para a Europa, ela corresponde ao que significou a Revolução Industrial no século XXI, o que divide o mundo entre países produtores de tecnologia, países consumidores e países à margem de qualquer benefício. Combater a exclusão digital é permitir que a sociedade esteja presente no primeiro grupo.

Luiz Carlos Rampazzo é professor da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e da Faculdade Módulo, além de autor do livro “Dominando o Flash 5”.