Informações privilegiadas

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Autor: Daniel Semedo

 

A velocidade e a quantidade de dados gerados a cada ano é preocupante em muitas organizações, visto a necessidade de armazenar, gerenciar e filtrar informações que sejam relevantes aos negócios. Isso tudo exige esforço demasiado da equipe de TI, que precisa constantemente melhorar e adequar o banco de dados para que se conquiste maior desempenho e consiga entregar informações privilegiadas que as áreas de negócios realmente necessitam para obter vantagens competitivas.

 

Segundo estudos do IDC, em 2003 foram gerados 5 exabytes de dados e a previsão para 2010 é atingir 988 exabytes, ou seja, aproximadamente o tamanho de 1.500.000 CDs. Se levarmos em consideração a mídia e os diferentes canais de distribuição da informação existentes hoje, estes valores irão crescer exponencialmente ao longo dos anos.

 

Aplicando ao mundo corporativo, a tendência é que se cresça também, porém em menor proporção, visto que a forma na qual capturamos a informação hoje é bastante rudimentar e consiste basicamente em lançar dados nos sistemas de ERP e CRM corporativo, muitas vezes não apropriado ou dedicado para captura crítica de informações relevantes.

 

Muitas empresas ainda não sabem aproveitar as vantagens oferecidas pela Web 2.0, que permite a relação com clientes, parceiros e comunidades virtuais de maneira rápida e direcionada a elas, mantendo seguidores fiéis a marca. A partir do momento em que começarem a utilizar diferentes maneiras de capturar a informação será vital ter um banco de dados estruturado e dinâmico para suportar a grande quantidade de dados, que irão surgir de uma infinidade de lugares, tipos e tamanhos.

 

Fornecedores de software já estão preparando tecnologias para suportarem o Cloud Computing, um novo conceito que está gerando esta mudança no ambiente empresarial. E na questão de banco de dados não deverá ser diferente, com certeza exigirá mudanças rápidas, visto que o conteúdo não está mais sendo apenas gerado pelos funcionários da empresa, mas sim por clientes, parceiros, comunidade de usuários e muitas outras pessoas que representam um papel dentro do universo da empresa. Além disso, saber o que eles pensam e correlacionar estas informações para encontrar soluções para os mais diferentes tipos de desafios será o “pote de ouro” para muitas empresas nos próximos anos.

 

Entender o que o consumidor precisa e oferecer produtos e serviços alinhados a ele é importante. A aréa de TI consegue oferecer esta resposta, visto que o banco de dados foi criado para este princípio, fornecer e armazenar dados que podem virar uma resposta para um problema, mas o banco de dados ainda não possui inteligência suficiente para conseguir este feito, sendo fundamental a construção correta para atender os objetivos de negócios.

 

O primeiro passo na estruturação do banco de dados é entender qual será a finalidade de armazenar as informações, definindo requisitos e metas que devam ser atingidos na criação. Há no mercado ferramentas que contribuem para definição até manutenção de base de dados, permitindo que se faça mudanças rápidas sem gerar impacto aos usuários, oferecendo melhorias em desempenho, usabilidade e agilidade para propagar mudanças realizadas nos ativos de dados para organização.

 

Após a criação do banco de dados é importante averiguar se o desempenho é satisfatório em execuções de tarefas rotineiras dos usuários no sistema. Vale lembrar  que quanto mais rápido a sua execução, melhor será o uso e adoção, dando maior credibilidade ao seu uso efetivo, evitando que informações sejam anotadas em blocos de notas, lembretes e outros recursos que ofereçam mais agilidade no registro e causem a perda de informações lançadas no sistema.

 

Oferecendo velocidade, praticidade e funcionalidades que permitam o registro e captura da informação, o sistema estará apto para atender as necessidades de quem o utiliza e também de quem necessita destas informações para analisar e tomar decisões. A Web 2.0 trouxe a possibilidade de clientes participarem mais ativamente da vida da empresa e de seus produtos, com isto é preciso pensar em como capturar estas informações para transformá-las em produtos e serviços cada vez melhores, gerando consequentemente sucesso para os negócios.

 

Daniel Semedo trabalha na área de vendas técnicas de software na SPK Tecnologia (Embarcadero).

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