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Meios de recebimento preferidos pelos brasileiros

Marc Winitz, CMO da Rapyd

Estudo da Rapyd mostra que Pix e dinheiro ainda são os métodos para recebimento de valores mais populares no país

Para as principais categorias de “pagamentos a receber”, entre elas, salário, pagamento por produtos ou serviços prestados esporadicamente, comissões, aluguéis, empréstimos e até a quitação de dívida em família, o brasileiro privilegia a transferência bancária direta – aqui incluído o PIX. Além de ser o mais comum, esse também é o jeito preferido no Brasil, seguido pelo dinheiro em espécie na maioria dos casos, mas em proporções bem menores. 

Os dados fazem parte do “2022 Latin America State of Disbursements Report”, estudo divulgado pela Rapyd, fintech global que unifica mais de 900 de meios de pagamento digitais, revelando também, por exemplo, que, embora nas categorias “aluguel”, “venda de produto e serviço” e “repasse de amigo ou família”, as porcentagens de transferência por PIx e dinheiro vivo sejam praticamente iguais entre os métodos mais comuns, há uma margem grande de preferência pela transferência direta. Isso é, se pudesse escolher, o beneficiário optaria mais vezes pelo PIX do que pelo dinheiro.

Opção pelas e-wallets

Outro caso que aponta a tendência da digitalização é em relação ao tipo de conta. Enquanto entre os métodos mais comuns de recebimento as operações tradicionais entre a população bancarizada (DOC ou TED) aparecem quase sempre à frente das carteiras digitais, quando se trata da preferência a situação se inverte: os entrevistados optaram pelas e-wallets (ferramenta oferecida por muitos neobanks, que não exigem uma conta bancária tradicional), que aparece como preferida em relação a DOC ou TED em quase todas as categorias.

Depois do PIX e do dinheiro, as e-wallets já são o terceiro método favorito dos brasileiros. Já o cheque, já pode ser considerado hoje método quase obsoleto, ainda ganhando alguma visibilidade (mas não passando muito de 10% das menções) no caso de receber algum tipo de auxílio governamental.

De forma geral, os dados apontam que, com o hipercrescimento da região em negócios locais e internacionais, com comércio e prestação de serviços rompendo fronteiras, a região da América Latina está emergindo como um mercado primordial para expansão de relações globais. Empreiteiros, trabalhadores e fornecedores estão buscando formas rápidas e seguras de pagamento e desembolso, conforme preferências locais de quem tem valores a receber. 

“Finalmente o mundo está vendo o que sabemos ser verdade há anos – a América Latina é um hotspot para inovação em fintech. Quando se trata de pagar e receber, os consumidores latino-americanos operam com uma mentalidade digital-first – e já adotaram práticas inovadoras que o resto do mundo ainda está adotando. O pagamento e o desembolso localizados nos métodos locais preferidos continuam sendo um dos recursos mais solicitados que estamos vendo em toda a região e nossa pesquisa confirma isso,” afirmou Marc Winitz, CMO da Rapyd.

Enquanto apenas 37% dos consumidores latino-americanos têm uma conta bancária tradicional, 60% se consideram pioneiros e exploradores da tecnologia fintech. Winitz acrescentou: “Essa dinâmica única de mercado cria uma grande oportunidade para empresas regionais e globais que desejam expandir seu alcance e presença em toda a América Latina. Olhando para o futuro, as empresas que têm sucesso e ganham na região precisam entender e acomodar os consumidores da LATAM que esperam receber pagamentos em seus métodos preferidos, com ênfase em velocidade, segurança e proteção de dados.”

Outros destaques sobre o Brasil

O levantamento aponta, em relação ao País, que, atualmente, 82% dos consumidores possuem um cartão de débito/caixa eletrônico, 68% possuem conta corrente/bancária e poupança, 67% têm cartão de débito/caixa eletrônico e 27% têm investimento em criptomoedas; 73% dos consumidores brasileiros usaram uma carteira digital nos últimos 30 dias. Apenas 26% usaram um aplicativo de criptomoeda; e 38% dos consumidores dizem que gostam de explorar tecnologias “mais inteligentes” que tornam o pagamento/faturamento pessoalmente mais conveniente.

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