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O futuro dos bancos digitais

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Eduardo Prota, CEO da N26 Brasil

A N26, fintech alemã com presença no país há dois anos, anunciou o lançamento do “2021 Global Digital Banking Index”, uma análise de pesquisas feitas com mais de 47 mil clientes bancários, em 28 países, para explorar as mudanças de atitude dos consumidores em relação ao banco digital. De acordo com o levantamento, 23% dos clientes -, em torno de 450 milhões de pessoas – já possuem uma conta bancária digital. Quase metade (46%) dos respondentes ainda sem conta on-line revelaram que ficariam motivados a adotar o modelo para acessar a experiência do usuário simples e conveniente, com comunicação clara, preços competitivos e recursos amigáveis. 

As descobertas do estudo também sugerem que o número de clientes de bancos digitais pode crescer para cerca de 70% da população nos países pesquisados – potencialmente 1,4 bilhão de pessoas no total. “À medida em que a demanda global por serviços financeiros digitais e inovadores acelera, os bancos digitais continuam a ganhar força com milhões de clientes em todo o mundo”, comentou Alex Weber, diretor de crescimento da N26.

O índice analisa motivadores e barreiras para a adoção do modelo, as percepções em relação aos bancos digitais e indicações sobre o crescimento do setor nos próximos anos. Além de enfatizar a crescente demanda por serviços bancários simples, intuitivos e convenientes que sejam 100% digitais, o estudo também mostra um enorme potencial de crescimento inexplorado nos próximos anos. “O futuro dos bancos digitais parece não apenas brilhante, mas também mais diversificado em sua base de clientes, com clientes do sexo feminino prontas para impulsionar a próxima onda de crescimento do segmento”, acrescentou o executivo.

O fator confiança
A confiança continua sendo um fator importante para atrair e reter clientes. Na análise de Weber, “com a falta de interação face to face no espaço on-line, é particularmente importante para os bancos digitais transmitirem intimidade e humanidade em suas interações. É claro que construir e ganhar confiança é um fator significativo no futuro de nosso setor, especialmente porque não temos o legado de séculos que os bancos tradicionais possuem. No entanto, a pandemia mostrou que devemos nos concentrar no futuro, não no passado. É por isso que o N26 está construindo serviços bancários para o século 21 e continua a ganhar a confiança de milhões de clientes em todo o mundo”, 

Países que lideram o crescimento
De acordo com o estudo, os três principais países com maior participação de clientes com contas digitais são os seguintes: Arábia Saudita (54%), Emirados Árabes Unidos (51%) e Brasil (44%). Os países que demonstraram o crescimento mais rápido na adoção do modelo nos últimos dois anos foram Suíça (82%), Brasil (73%) e Austrália (58%).

A Europa fica para trás neste quesito: França (20%), Espanha (15%), Bélgica (13%), Alemanha (10%) e Holanda (8%). No entanto, esses países também viram um grande aumento na população de bancos digitais entre 2018 e 2020, por exemplo, Suíça (82%), Irlanda (56%), Reino Unido (55%), França (53%), Espanha (44%), Alemanha (35%), Bélgica (30%) e Itália (28%).

Mudança no perfil do usuário
Embora a maioria dos usuários de bancos digitais sejam pessoas de maior renda, do sexo masculino e com idade entre 25 e 44 anos, o estudo mostra o início de uma mudança notável no perfil do usuário quando se trata do assunto. O levantamento mostrou que a Espanha observa uma alta adoção de serviços bancários exclusivamente digitais entre a classe média, dos quais 55% destes têm renda média, seguida de perto pela Itália com 53%. Embora muitos vejam esse público como predominantemente membros da Geração Z, esse não é mais o caso. Na Itália, 45% dos usuários têm mais de 45 anos. Na França, há tantos clientes de banco digital com mais de 55 anos quanto entre 18 e 24 anos – 1 em 5 em ambos os casos.

O Brasil aparece como o primeiro país com mais mulheres clientes de bancos digitais do que homens (52% mulheres e 48% homens). Muitos países europeus também vêem a lacuna entre os clientes do sexo feminino e masculino diminuindo. Com muitos destes tendendo a uma divisão igual entre os sexos, como na Itália (45% mulheres), Dinamarca (44% mulheres), Suécia (44% mulheres) e Espanha (42% mulheres), o estudo aponta para o papel importante que elas desempenham na adoção do modelo.

Mesmo com a ampliação do acesso a serviços financeiros promovida pela primeira geração de fintechs nos últimos anos, o brasileiro ainda não melhorou sua relação com o dinheiro. Não à toa, quase 70% da população tem gasto maior ou igual à renda, segundo o I-SF (Índice de Saúde Financeira), lançado pelo Banco Central e Febraban. “Nos últimos anos, vimos grandes avanços na relação dos brasileiros com os bancos. O acesso digital e o relacionamento mais próximo e centrado no usuário permitiu a abertura de milhões de contas digitais. Mas mesmo assim, a relação do brasileiro com dinheiro não melhorou”, diz Eduardo Prota, CEO da N26 Brasil.

A N26 trabalhou com um importante parceiro de consultoria global, cuja pesquisa entrevistou 47.810 pessoas em 28 países, incluindo Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China – continente, China – Hong Kong, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Neste relatório, esses mercados são considerados representantes do mercado global.  Os entrevistados eram consumidores de serviços bancários e de seguros que possuíam conta em banco e pelo menos uma apólice de seguro. Eles incluíram várias gerações e níveis de renda. O trabalho de campo foi realizado entre julho e agosto de 2020.

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