Um novo consumidor pós-pandemia

Muitas situações antes impensáveis, agora se tornaram realidade, alavancando mudanças de comportamento

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Thais Antoniolli
Thais Antoniolli

Autora: Thaís Antoniolli

Quantos de nós mudamos nossos hábitos nas últimas duas semanas, por conta do Covid-19? Jovens ensinando a terceira idade a fazer compras no hortifruti pelo aplicativo do celular. Quem imaginaria tamanha quebra de paradigma? Esse segmento tão peculiar, que gosta de olhar, apertar, cheirar e escolher cada item de seu cardápio na feira, agora fazendo cliques em um app.

O transporte por aplicativo, que estava tão em alta, sofrendo com a queda na demanda por conta da reclusão dos brasileiros.

As crianças, que antes corriam pelos pátios da escola, agora pulando nos sofás e levando os pais à exaustão de forma que o inevitável aconteceu: a liberação do videogame, tablet, celular ou qualquer tecnologia que possa entretê-las, mesmo que por algumas horas por dia.
Empresas de entretenimento e de tecnologia liberando acesso gratuito a suas plataformas de streaming para permitir a conexão virtual das pessoas e trazer um pouco mais de descontração em tempos difíceis. Crianças em videoconferência para fazer a programação de aula juntos e para se conectarem com seus amigos. Idosos isolados possibilitados de ver seus netos e filhos diariamente à distância pelo celular ou computador.

As corporações também sofreram pressão, sem precedentes, para permitir rapidamente que seus colaboradores ou parte deles pudessem trabalhar de casa.

Com todo esse novo cenário alguns profissionais da saúde como terapeutas e psiquiatras, passaram a atender seus pacientes on-line e os de educação física e fisioterapeutas transmitindo vídeo aulas a seus pacientes, permitindo a continuidade de seus tratamentos.

Várias dessas situações antes impensáveis, são agora realidade. Abrir-se um caminho para a expansão do sistema de delivery, para o teletrabalho, EAD, saúde, e com isso também muitas demandas não atendidas de forma eficiente permitirão a melhora da experiência do cliente e novos nichos de negócio. É inevitável que muitos segmentos sejam impactados de forma negativa, mas tantos outros, por questão de necessidade, serão alavancados pela mudança no comportamento desse novo consumidor.

Thais Antoniolli é executiva de comunicação, produtos e negócios e membro do Comitê de Inovação do IBGC.