Buscas no Google por crédito consignado cresce 110%

Levantamento da FinanZero mapeia o perfil atual do tomador de crédito brasileiro

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Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero
Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero

De acordo com o Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), relatório mensal produzido pela fintech de empréstimos on-line FinanZero, houve aumento de 110% nas buscas no Google pela modalidade de empréstimo consignado durante o mês setembro deste ano. “Diante do cenário de incertezas trazido pela crise do novo coronavírus, com poucos recursos financeiros e muitas dívidas, mais pessoas passaram a procurar maneiras de conseguir antecipação de renda”, analisa  Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero. Segundo ele, essa variação também coincidiu com o recente anúncio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destacando a possibilidade de assinatura eletrônica para validação do empréstimo consignado a aposentados.

No mesmo período, a pesquisa mostra que houve aumento de 250% na busca por empréstimo on-line para negativados, devedores e assalariados, ante ao mesmo período em 2020. Esse número, na avaliação de Guidi, é expressivo e coincide com o momento crítico de crise sanitária e econômica. “Vale destacar que o interesse por empréstimos no geral nas buscas no Google também apresentou crescimento de 29% no comparativo anual, o que evidencia que as pessoas estão mais propensas a essa opção para pagamentos ou quitação de dívidas.”

Perfil do tomador de crédito
Levando em conta sua base de 6,62 milhões usuários cadastros, a FinanZero também destacou o perfil do tomador de crédito, concluindo que a maior parte das pessoas que solicitam empréstimos são homens (54%) com 34 anos, majoritariamente residentes da região Sudeste. 78% dos pedidos são feitos por brasileiros sem nível superior, em regime de trabalho com carteira assinada, com renda média de até três salários mínimos. O valor médio dos empréstimos é de R 7.046 e a principal razão para o pedido é a quitação de dívidas (31,71%), seguida por abertura ou manutenção de negócio próprio (17,55%) e renovação da casa (16,32%).