Adevani Rotter traz reflexões sobre como a Indústria 4.0 redefine as práticas de comunicação interna, com ênfase na integração entre tecnologia avançada e humanidade
Em um cenário marcado pela hiperconexão, avanço acelerado da IA e sobrecarga de informações, a comunicação interna passa por uma transformação profunda. É nesse contexto que Adevani Rotter, especialista em comunicação organizacional, lança o livro “Comunicação Interna 4.0 – Por que a era das máquinas exige comunicadores mais humanos”, da Editora Aberje. A publicação analisa como as novas tecnologias e a 4ª Revolução Industrial vêm redefinindo as práticas de comunicação interna nas empresas e propõe caminhos para integrar inovação tecnológica e centralidade do ser humano.
A autora apresenta o conceito de “Comunicação Interna 4.0”, um modelo que busca modernizar as práticas comunicativas dentro das organizações, alinhando-as aos avanços tecnológicos e ao novo perfil dos colaboradores. Na visão da especialista, no contexto da Indústria 4.0, o comunicador precisa ir além da simples transmissão de mensagens, assumindo uma função cada vez mais estratégica de integração entre tecnologia e humanidade.
“No panorama atual, os comunicadores precisam ir além de veicular informações. Eles têm o poder de conectar, integrar e humanizar a comunicação dentro das empresas, tornando-a mais eficiente e significativa, mesmo em um ambiente cada vez mais automatizado e orientado por dados”, resumiu Adevani.
A evolução da comunicação interna
Detalhando as transformações pelas quais a comunicação interna passou ao longo dos anos, Devani a divide em quatro fases: 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0. A fase 1.0 representou a comunicação unidirecional, com formatos físicos como jornais murais; a 2.0 introduziu a interação dos colaboradores, principalmente pela conversa entre líder e liderado. Inicia-se a comunicação de mão dupla.
“A fase 3.0, influenciada pela Web 3.0, trouxe a descentralização da geração de conteúdo e um maior foco na co-criação e no compartilhamento refletindo o que já acontece nas mídias sociais externas, nas quais as pessoas são também emissoras e produtoras de conteúdos”.
Os 3 pilares do novo conceito
Para a especialista, uma comunicação interna eficaz, alinhada às demandas da era 4.0, precisa se estruturar sobre três pilares centrais. O primeiro é a curadoria, ligada à capacidade de filtrar, interpretar e priorizar informações em meio ao excesso de conteúdos. O segundo é a experiência, que valoriza vivências reais, conexões emocionais e o engajamento dos colaboradores.
Já o terceiro pilar é a governança, responsável por entender se o que foi conversado e comunicado geraram transformações nas pessoas. “Esse modelo permite mais foco, clareza e sentido em um ambiente marcado pelo excesso de informações e acesso à tecnologia que temos atualmente”, comentou a autora.
Humanização da comunicação na era digital
Em um contexto cada vez mais orientado por dados, algoritmos e automação, Adevani reforça que a comunicação com propósito se torna um diferencial competitivo para as empresas.O avanço tecnológico amplia a responsabilidade dos comunicadores, que passam a atuar como mediadores de confiança, narrativa e experiência. “Comunicar não é apenas informar, mas cuidar da experiência do colaborador e fortalecer a cultura organizacional”.
A publicação propõe uma reflexão sobre o papel estratégico da comunicação interna em tempos de transformação acelerada, defendendo que, mais do que gerir canais e conteúdos, as empresas precisam humanizar suas interações. Ao longo do livro, Adevani mostra como a comunicação pode contribuir para ambientes mais conectados, engajados e coerentes com os valores organizacionais, mesmo em um cenário cada vez mais digital.
Ficha Técnica
Título: Comunicação Interna 4.0 – Por que a era das máquinas exige comunicadores mais humanos
Autor: Adevani Rotter
Editora: Editora Aberje
Páginas: 176





















