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Felipe Basso, diretor geral da Philips América Latina

Pesquisa revela lacuna de confiança na IA por parte de pacientes

Estudo indica caminhos para um futuro da saúde mais eficiente e acessível no Brasil

A IA promete transformar a prestação de cuidados no segmento da saúde. No entanto, as lacunas na confiança ameaçam travar o progresso em um momento em que a inovação se faz necessária. É o que revela a 10ª edição do “Future Health Index 2025”, estudo global com líderes do setor de saúde realizado pela Philips, que mergulha nas perspectivas de pacientes e profissionais de saúde sobre a integração da inteligência artificial no setor de saúde.

O sistema de saúde brasileiro enfrenta desafios urgentes, como o envelhecimento da população, o aumento de doenças crônicas e a escassez de profissionais. Os dados da pesquisa revelam pontos críticos: 88% dos pacientes brasileiros tiveram que esperar para consultar um especialista e 37% deles relataram um agravamento de seu quadro devido a atrasos no atendimento. Metade dos pacientes (50%) no Brasil afirma ter esperado muito tempo para conseguir uma consulta, bem acima da média global de 38%. 

Além disso, 78% dos profissionais de saúde entrevistados relataram que perdem tempo clínico por falta de acesso a dados de pacientes, seja por cadastro incompleto ou inacessível. O tempo perdido, segundo o relatório, equivale a 23 dias úteis por ano. Profissionais de saúde no Brasil alertam para os riscos da não adoção da IA: 44% temem o burnout devido ao tempo investido em tarefas não médicas, e 42% se preocupam com a perda de oportunidades de intervenção precoce.

Em meio a esses desafios, a IA surge como uma solução. Otimismo é a tônica entre os profissionais de saúde brasileiros, com 85% acreditando que a IA pode melhorar os resultados para os pacientes. Eles veem o potencial da tecnologia para expandir a capacidade de atendimento (88%) e reduzir o tempo de espera (81%). No entanto, o relatório revela uma lacuna de percepção importante: apenas 70% dos pacientes brasileiros se sentem otimistas sobre o potencial da IA para melhorar sua saúde.

A confiança do paciente na IA diminui à medida que o risco clínico aumenta. Por exemplo, há uma diferença de 20 pontos entre profissionais de saúde (86%) e pacientes (66%) em relação à confiança na priorização de casos urgentes e uma diferença de 15 pontos na confiança na IA para documentar notas médicas (profissionais de saúde 80%, pacientes 65%), embora os pacientes expressem mais conforto com tarefas operacionais, como agendamento de consultas e check-in. As descobertas do “Future Health Index 2025” oferecem indicadores para uma integração de IA mais eficaz, garantindo que o desenvolvimento seja centrado nas pessoas, aprimorando a colaboração humano-IA e demonstrando eficácia e justiça.

Para Felipe Basso, diretor geral da Philips América Latina, “o sistema de saúde do Brasil não pode esperar. A IA oferece a oportunidade de reduzir atrasos, ampliar a capacidade de atendimento e construir um futuro mais saudável para todos. A tecnologia não deve substituir o atendimento humano, mas sim complementá-lo, exigindo uma abordagem responsável com regulamentação clara e colaboração de todo o ecossistema”. 

Segundo ele, “os pacientes querem que a IA funcione com segurança e eficácia, reduzindo erros, melhorando os resultados e permitindo um atendimento mais personalizado e compassivo. Os médicos afirmam que a confiança depende de padrões legais e éticos claros, validação científica sólida e supervisão contínua. À medida que a IA remodela os cuidados de saúde, é essencial construir confiança para oferecer inovações que salvam vidas de forma mais rápida e em escala”.

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